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Economia & Mercado

O top 50 do varejo norte-americano

Confira nesta e nas próximas páginas a performance dos maiores varejistas de óptica dos Estados Unidos no ano passado, segundo a edição 2014 da pesquisa VM Top 50 U.S. Optical Retailers, realizada pelo Vision Monday, publicação da Jobson Publishing. O ano foi de evolução no mercado óptico daquele país, que fechou o ano com movimento de US$ 31,1 bilhões, segundo a apuração do Conselho Norte-americano da Visão, o The Vision Council.
Andrea Tavares

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O mercado norte-americano de óptica segue sua trajetória de leve crescimento dos últimos anos. De acordo com o Conselho Norte-americano da Visão, o The Vision Council, em 2013 movimentou US$ US$ 31,1 bilhões e os integrantes do VM Top 50 U.S. Optical Retailers, o ranking produzido anualmente pela Vision Monday, publicação da Jobson Publishing, respondem por 33,3% desse valor (isto é, US$ 10,4 bilhões).

O destaque nos números fica por conta do avanço desse grupo na participação do mercado, que passou de cerca de um quarto (26,6%) em 2012 para um pouco mais de um terço (33,3%) em 2013. Obviamente, esse aumento se reflete no considerável crescimento no número de lojas: 13.005 (no ranking anterior, esse total ficou em 10.041 pontos de venda). Quando se considera apenas os 10 primeiros colocados, o domínio é de 28,5%, o que corresponde a US$ 8,9 milhões.

Com grandes aquisições, crescimento orgânico e novos integrantes em 2013, as maiores redes de varejo óptico e de clínicas médicas com óptica dos Estados Unidos disputaram cabeça a cabeça cada posição na edição 2014 do VM Top 50 U.S. Optical Retailers.

Os impactos combinados do maior interesse dos fundos de private equity (do inglês, expressão que define fundos que compram participações em empresas) no mercado, o crescimento da concorrência online e a influência do segmento dos planos de saúde especializados em cuidados visuais resultaram em uma renovação do jeito de fazer negócios e consolidação em muitas posições do ranking.

Foram várias as transações no último ano. O Refac Optical Group, sétimo colocado no Top 50 deste ano, cuja marca são os pontos de venda no interior de lojas de departamento como Macy’s, JCPenney e várias outras, adquiriu em novembro as lojas Nationwide Vision que ficam no estado do Arizona com intenções de expandir as operações. Já a MyEyeDr deu sequência a seu processo de aquisição, adicionando 23 lojas a sua rede ainda no ano passado e, em 2014, com a compra de unidades da Doctors Vision Center e da Lords Eye Center. E a KKR investiu, declaradamente, mais de US$ 1 bilhão ao adquirir a National Vision em março, o que indica que a consolidação da presença dos fundos de private equity neste ano.
Novas empresas impactaram o ranking deste ano. A entrada mais notável é a da Vision Source, diretamente para o segundo lugar, superando o Wal-Mart, com a estimativa de 1,97 bilhão em vendas no ano passado. Turbinada pela entrada de um fundo de private equity e uma nova estrutura gerencial, a Vision Source está se afirmando no mercado óptico dos Estados Unidos como franqueadora e pela primeira vez quantificou suas receitas coletivas entre cada membro. Além da Vision Source, outras três empresas estreiam no ranking deste ano: Schaeffer Eye Center, Eye Express e Eyetique.

Apesar de algumas destas mudanças, as dez primeiras posições da lista permanecem quase intactas. A divisão de varejo da Luxottica segue no topo com vendas estimadas em US$ 2,33 milhões de suas operações nos Estados Unidos e em Porto Rico. O Walmart se mantém como um competidor de respeito no terceiro lugar, seguido pela VisionWorks, agora uma marca nacional, e a National Vision na quinta posição. Completando o Top 10, há, nessa ordem, a Costco Wholesale, o Refac Optical Group em sétimo, a Eyemart Express crescendo rapidamente, a For Eyes – Insight Optical e Cohen’s Fashion Optical.

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Europa tem volume de negócios de € 15 bilhões

 

Em 2013, o mercado óptico europeu contabilizou volume de negócios de € 15 bilhões. Enquanto os negócios na Itália e na Espanha sinalizaram queda, França e Alemanha tiveram resultados positivos. Outro destaque fica por conta do quesito público: a figura do consumidor, antenado e internauta, se torna cada vez mais estratégica para as empresas. Esses e outros dados sobre a óptica no Velho Mundo foram divulgados recentemente pela GfK, uma das cinco mais importantes empresas de pesquisa em nível mundial, com atuação em mais de 100 países.

A alemã GfK divulgou os números da óptica na Europa em 2013, incluindo dados dos mercados alemão, espanhol, francês e italiano e revelando um volume de negócios de € 15 bilhões, o que significa um avanço de menos de 1% em relação ao ano anterior, indicando um panorama de estabilidade.

A pesquisa rastreia dados de vendas de armações de receituário, óculos de sol, lentes de óculos, lentes de contato e produtos para lentes de contato. E os resultados de 2013 apontam que, enquanto o volume de negócios global se manteve estável, os países tiveram desempenhos variados quando se compara com o ano anterior.

• Os mercados espanhol e italiano tiveram queda, respectivamente, de 0,5% e 1,8%.
• Na França e na Alemanha, a óptica avançou em índice semelhante: 1,7%.
• As lentes de contato e os produtos para sua assepsia tiveram uma elevação de 1%, confirmando a tendência positiva do ano passado.
• Já as lentes oftálmicas se consolidaram positivamente, com avanço de 2,6%, especialmente depois de dois anos mais lentos (crescimento de 0,5% em 2012 e 1,3% em 2011).
• O segmento de óculos solares segue a tendência de queda do ano passado. Em 2012, perdeu 5,2% e, no ano passado, 3,8%.
• As armações de receituário também indicaram diminuição de 1,4% depois da estabilidade de 2012, quando cravaram o mesmo percentual de 2011, isto é, crescimento zero.

“Embora o mercado óptico europeu revele tendências positivas em geral, a situação na Itália é bastante complicada, já que a crise econômica no país ainda não está resolvida e isso, obviamente, gera um impacto no consumo”, explicou o diretor global da divisão de óptica da GfK, Gianni Cossar.

O executivo continua sua análise explicando que o ano não foi dos melhores para as marcas licenciadas, já que os consumidores têm encarado os óculos como acessórios pessoais e direcionado sua preferência mais para as peças de marcas próprias das ópticas do que para os óculos de grifes. “Equilibrando isso, a tendência para o cuidado dos olhos ainda é boa, com um bom desempenho das lentes oftálmicas e das armações de receituário, enquanto as lentes de contato e os produtos para assepsia de lentes de contato também se mantêm estáveis. Esses segmentos são extremamente suscetíveis ao lançamento de produtos e tecnologias, capazes de revitalizar o desejo dos consumidores”, explica.

A inovação de produtos é essencial para manter o interesse dos consumidores cada vez mais bem informados, principalmente em um contexto muito competitivo gerado pela prolongada depressão econômica.

O estudo também indica que os consumidores estão adotando estratégias de compra mais racionais, mas priorizando produtos alinhados a seu estilo de vida e valores. Prova disso é o número de donos de óculos solares (21 milhões, isto é, 71% do total) que concordam com a seguinte afirmação: “os produtos que eu compro têm de expressar a minha personalidade”. Esse total representa um aumento de 2 milhões desde 2011.

Os dados também revelam um novo segmento de público, o do consumidor viciado em luxo, que enxerga a marca como uma garantia de alta qualidade, exclusividade e prestígio. Esse consumidor passa muito tempo conectado à internet, gosta de explorar e experimentar, dispõe de bons recursos econômicos e exige “elegância inteligente”, com foco na experiência e na emoção associadas aos produtos. O detalhe é que esse perfil de consumidor é pouco atingido pela oferta atual de produtos e pode representar uma oportunidade estratégica atraente para aquelas empresas capazes de reagir rapidamente a essa nova tendência.

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