tamanho da letra : imprimir

Economia & Mercado

Os números do Brasil de óculos versão 2010

Três anos depois da primeira edição, a Associação brasileira da indústria óptica (Abióptica) divulgou durante a Expo Abióptica a segunda Avaliação do mercado óptico brasileiro, realizada em 2010.
Andrea Tavares e Sabrina Duran Arte Débora Nascimento

Enviar por email

Compartilhar

O país tem pouco mais de 26 mil ópticas, 42 milhões de pessoas não sabem que precisam usar óculos e o setor cresceu 31% no ano passado. Essas foram algumas das informações reveladas na versão 2010 da Avaliação do mercado óptico brasileiro, pesquisa feita pela New Sense sob encomenda da Associação brasileira da indústria óptica (Abióptica).

Essa foi o segundo estudo divulgado sobre o “estado do mercado”. Até a realização da primeira versão, em 2007, o setor óptico brasileiro era um indigente no que dizia respeito a números e estatísticas e vivia movido a meras deduções e elucubrações. Veja nesta e nas próximas páginas os destaques da pesquisa.

 

Número de ópticas
O varejo óptico brasileiro fechou 2010 com 26.129 pontos-de-venda – desse total, 49% estão concentrados na região sudeste. O número de lojas aumentou em todas as regiões do país, especialmente no centro-oeste (uma evolução de 23,4%).

As capitais reúnem quase um terço das ópticas no Brasil – para ter uma ideia, a concentração de população nas capitais do país, fica em 24%. Já as cidades com menos de 50 mil habitantes possuem uma relação até superior – mais de um terço – em relação ao ao número total de ópticas.

Evolução do setor óptico brasileiro
Nos últimos cinco anos, o mercado segue em trajetória de ascendência, obtendo avanços significativos: na primeira pesquisa, movimentava R$ 8,8 bilhões e, no ano passado, esse valor ficou em R$ 15,9 bilhões.
Faturamento do varejo em 2010
Ficou em R$ 14.033 milhões o faturamento do varejo óptico no ano passado. Quando se considera também outros varejos que vendem óculos como prescrição, soma-se R$ 1.851 milhão a esse total, o que perfaz R$ 15.884 milhões.

Em 2006, o valor total foi de R$ 8.829 milhões, sendo R$ 7.721 milhões para as ópticas e R$ 1.108 para os demais tipos de varejo, representando um crescimento de 68% no geral.

Quantidade de produtos comercializados
No ano passado, comercializaram-se 43.492 mil unidades de lentes visão simples e 32.279 mil unidades de lentes bifocais ou multifocais, somando 75.771 mil unidades.

Falando de armações de receituário, foram vendidas 40.785 mil unidades, divididas da seguinte forma por matéria-prima: 13.610 mil de acetato de celulose; 4.649 mil de armações de acetato injetado e 22.526 mil de metal. Quanto aos óculos solares, foram comercializadas 11.974 mil.

Relação entre habitante e óptica
Por regiões do país
O maior índice na relação entre habitantes e ópticas por região do país é o do norte (16.127 pessoas por loja). As demais regiões têm níveis semelhantes. São Paulo, por si só, tem um índice de 6062 pessoas por ponto-de-venda.
Por porte de cidade
As cidades entre 50 mil e 200 mil habitantes possuem o maior índice da relação entre habitantes e ópticas (10.232 cidadãos por ponto-de-venda). O menor número fica nas capitais com menos de 5 milhões: 5.210 pessoas por loja. Já as localidades com menos de 50 mil pessoas têm 8.011 cidadãos por óptica.
Marcas comercializadas na óptica
Avançou nos últimos quatro anos o percentual de produtos comercializados com marcas próprias nas ópticas do Brasil: de 2% em 2006 a 6% em 2010. Parte desse aumento foi tirado da venda de marcas internacionais (que caiu de 27% para 24%), enquanto o total de marcas nacionais se manteve praticamente estável (71% em 2006 para 70% em 2010).
Preferências de pagamento na óptica
O parcelamento em seis vezes continua sendo o preferido do brasileiro na hora de pagar por seus óculos, mas o detalhe é que nos últimos quatro anos essa opção ganhou muitos adeptos, aumentando a fatia da torta de 31% para 44%. O índice de pagamento à vista continua inalterado: apenas 1%.
Vendas na óptica (comparação 2006 – 2010)
Em quatro anos, o volume total de vendas em dinheiro nas ópticas cresceu consideravelmente: 81,7%. O maior crescimento individual foi o das lentes oftálmicas multifocais, marcando 128,2%.
Os danos da informalidade nas ópticas

Cresceu 5 pontos percentuais a perda de faturamento no varejo óptico por conta do avanço da informalidade, 79% em 2006 diante dos 84% no ano passado. A média percentual de perda se manteve: 32%.

Por “informalidade” tem-se diversas formas de concorrência desleal, como pirataria, contrabando, descaminho e sonegação de impostos.

Combate à pirataria e à ilegalidade
Mais alguns detalhes da pesquisa
É R$ 44.756 o faturamento médio mensal de uma óptica, levando-se em conta as quantidades obtidas na pesquisa.

Em 2006, o consumidor provava dez modelos antes de fechar a compra. Em 2010, esse número caiu levemente: 9,6.

A previsão de crescimento para o setor óptico em 2011 é de 25%.

 

 

 

Enviar por email

Compartilhar

Últimas edições