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Mondo Fashion

Céline

Graziela Canella Andrea Tavares

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modelo CL41050s 0zoz3

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Luxo para crianças
A marca criada pelo casal Richard e Céline Vipiana nasceu em Paris, em 1945, como uma loja de calçados infantis sob medida batizada de “Céline, le bottier pour enfants” (em francês, algo como “sapataria para crianças”).

Enquanto o marido tocava os negócios, Madame Céline, como era chamada, cuidava do design de sapatos clássicos e luxuosos. Em 1948, já tinha mais três lojas pela França e calçava pequenos pés ilustres, como dos irmãos príncipes de Mônaco, Caroline e Albert Grimaldi, e começou a ganhar popularidade entre a classe alta do pós-guerra. Em 1950, os Vipianas contrataram o célebre ilustrador Raymond Peynet, conhecido por desenhos de casais apaixonados, para criar um logo de elefante vermelho.

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modelo FS5129

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Moda feminina
Em 1959, a marca começou um processo de diversificação com o lançamento de uma linha de calçados femininos, que fez um grande sucesso por conta dos mocassins. Cinco anos depois, promoveu o lançamento da primeira fragrância feminina, Vent Fou. Em 1966, a empresa abriu a primeira fábrica de artigos de couro em Florença e logo apresentou a primeira linha de acessórios, que incluía bolsas, luvas, chapéus e lenços. Chegou a exportar várias peças para o Japão.

No ano seguinte, inaugurou uma loja no clássico bairro parisiense Saint-Germain-des-Prés e lançou seu prêt-à-porter feminino, com roupas clássicas e elegantes. Fã de corridas de cavalos, nessa época Richard Vipiana encontrou, em um livro sobre arte publicitária, a imagem de charrete do século 19 que inspirou a criação do logotipo e ícone da Céline na época.

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Flashback: anúncios antigos da Céline

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Charrete: tradicional ícone da grife que surgiu da paixão de Richard Vipiana pelas corridas de cavalos

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Elegância atemporal
Em 1969, a grife apareceu pela primeira vez nas páginas da revista Vogue, impulsionando ainda mais sua projeção nos anos 70. As francesas aderiram ao estilo esportivo e chique de Madame Céline, que descreveu suas roupas como “práticas e fáceis de cuidar”. Moderna e atenta às necessidades das mulheres, a designer criava saias e blusas leves, fáceis de levar na mala em viagens e combinar entre si, em uma época em que predominavam os vestidos.

Em 1973, um problema no carro obrigou a estilista a parar em frente ao Arco do Triunfo, o que chamou sua atenção para os desenhos nas laterais do monumento – foi essa a origem dos motivos de correntes, armaduras e outras padronagens similares que passaram a estampar as camisas, lenços e outras peças da Céline. O famoso monograma com a letra “C” havia sido introduzido dois anos antes, em 1971.

Nada de vestido: nos anos 70, o estilo Céline era combinar saias com blusas

Nada de vestido: nos anos 70, o estilo Céline era combinar saias com blusas

Peixe grande
Em 1973, a grife chegou à boutique nova-iorquina Bloomingdale’s com um modelo de botas de couro e alguns anos depois a marca começou a abrir lojas próprias no exterior. Com produtos de alta qualidade, estilo e sucesso comercial, a Céline atraiu o interesse de empresários, o que levou o francês Bernard Arnault a propor a compra da marca, em 1987, por meio da Financière Agache, sua empresa de investimentos na época.

Foi somente em 1996 que a gestão da Céline foi integrada ao maior conglomerado de marcas de luxo e moda do mundo, o LVMH, pela soma de US$ 540 milhões, e logo a família de fundadores foi afastada dos negócios. Céline Vipiana foi mantida na direção criativa até 1997, ano em que também foi lançada a primeira coleção de relógios.

O sucesso de Kors
O prestígio internacional da Céline ganhou novo fôlego em 1997, com a chegada do estilista Michael Kors para a cadeira de diretor criativo. Kors foi um dos primeiros criadores norte-americanos a assumir uma grife francesa. Naquele momento, a Céline era um sucesso na Ásia, mas a influência de Kors levou as coleções de prêt-à-porter da marca ao guarda-roupa da mulher ocidental desde a coleção de estreia, em 1998. Estrelas e celebridades internacionais começam a ser fotografadas vestindo Céline, como Renée Zellweger, Meg Ryan, Charlize Theron, Angelina Jolie e o ícone fashion da época, Sarah Jessica Parker, no auge da série Sex and the City.

Michael Kors afastou-se em 2004, com o propósito de dedicar-se integralmente à sua marca própria, nos Estados Unidos, substituído pelo também norte-americano Roberto Menichetti, que já listava Jil Sander e Burberry no currículo. No ano seguinte, foi lançada uma segunda linha de roupas femininas, chamada Miss Céline, e a croata Ivana Omazic foi apontada como diretora criativa.

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Novos ares com Phoebe Philo
O novo auge da Céline teve início em outubro de 2008, quando a estilista inglesa Phoebe Philo assumiu o design da marca. Criada em Londres, foi colega de Stella McCartney e acompanhou a estilista na Chloé em Paris, onde a substituiu na direção criativa, mas em 2006 decidiu afastar-se do trabalho para cuidar dos filhos no Reino Unido.

Convidada pela Céline, só aceitou a proposta de trabalho com a condição de que não precisaria ficar na capital francesa e teve um ateliê instalado em Londres pela grife. Desde a primeira coleção, elogiadíssima, deixou claro que a LVMH havia feito um bom negócio. Minimalista, apostou em toques de alfaiataria, casacos transpassados, estampas asiáticas e formas geométricas. Seu senso estético recriou o estilo da Céline, que não comporta roupas exuberantes e chamativas – prefere o caimento perfeito, a qualidade dos tecidos, o conforto e a sensação de estar vestindo algo que valoriza o corpo. Atualmente, seus desfiles são invariavelmente ranqueados por especialistas entre os melhores das temporadas de moda.

Top 100: Phoebe Philo retratada pela revista Time ao integrar a lista das pessoas mais influentes da moda em 2014

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Passarela por Phoebe Philo: look para o inverno de 2013

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Celebridade: a cantora Rihanna de t-shirt Céline

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Bolsas para lá de cobiçadas
Outro fator que contribui para o recente sucesso da Céline está no culto às bolsas da marca, feitas com materiais como pele de novilho ou canguru, tecidos nobres e couros de alta qualidade. Entre os modelos mais célebres, estão a clássica Boogie, a funcional Luggage Tote, a elegante Trapèze e a Classic Box.

Gossip Girl: a atriz Leighton Meester com sua Céline

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Classic Box: a escolha da top brasileira Alessandra Ambrosio

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Maxibolsa: a socialite norte-americana Nicole Richie com o modelo Phantom

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A marca em números
Sob a direção criativa de Phoebe Philo, a Céline é uma das marcas com melhor desempenho financeiro do grupo LVMH atualmente, com faturamento de € 400 milhões, divulgado no ano passado. Conta com 100 lojas em mais de 75 países e presença nas mais sofisticadas multimarcas do mundo, incluindo a brasileira NK Store. Tem linhas de roupas, bolsas, sapatos, acessórios, óculos e perfumes.

Pontos de venda: fachada da loja de Nova York

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© Jimin Bynn

Visão de Madame Céline
A grife lançou sua primeira coleção de óculos em 2001 e há três anos tem sua linha de armações de receituário e óculos solares fabricadas e distribuídas pela Safilo. Em colaboração com a diretora criativa Phoebe Philo, as peças resgatam o charme vintage e feminino das criações de Céline Vipiana no pós-guerra, mas com a leitura sofisticada e contemporânea à qual se atribui o sucesso da marca hoje.

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modelo CL41050s 9pgbu

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modelo CL41351 phw

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Pronúncia
“cê-LÍ-ne”. A última sílaba requer atenção, já que o “e” é pronunciado quase que timidamente. Além disso, não é preciso intimidar-se com o acento agudo original na primeira sílaba da assinatura da grife: trata-se de um requinte da língua francesa. O “Cé-” é pronunciado como “Cê-”.

Ícones
Monograma com a letra “C”
Iconografia inspirada nos elos de corrente e nos escudos que adornam o Arco do Triunfo
Bolsas-desejo: os modelos Phantom, Trapèze e Classic Box, entre outros
Peças coordenáveis como saias, blusas e echarpes
Acessórios e artigos de couro

It-bag 1: Céline Classic Box

It-bag 1: Céline Classic Box

It-bag 2: Céline Travel Tote

It-bag 2: Céline Travel Tote

It-bag 3: Céline Phantom

It-bag 3: Céline Phantom

It-bag 4: Céline Trapèze

It-bag 4: Céline Trapèze

It-bag 5: Céline Boogie

It-bag 5: Céline Boogie

www: Céline virtual
www.celine.com

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