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Jogo Rápido

A música por trás dos óculos

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Músicos e míopes, Júnior, Gracildo, Élinton e Ueberth criaram a banda Miopia Groove, que se apresenta em pubs de Porto Velho.

A música os uniu, o talento os colocou no palco e a miopia em comum lhes deu o nome. Miopia Groove é o nome da banda de pop, MPB e samba rock de quatro rapazes de Porto Velho: Gracildo Maia Jr. (baixo), Júnior Fonseca (voz, violão e guitarra), Élinton Júnior (bateria e técnico de som) e Ueberth Luiz da Rocha (guitarra e samplers).

Formada em 2010, a banda se apresenta em pubs da capital de Rondônia e faz uma média de 12 shows por mês – algumas apresentações de fôlego chegam a durar até cinco horas sem intervalo. Além dos covers ecléticos, que vão de Coldplay a Adele e Jorge Ben Jor, o Miopia Groove também tem composições próprias. As letras são de Júnior Fonseca e a melodia é um bem bolado do talento dos demais músicos, que experimentam aqui e ali até chegar à unidade da canção.

Óculos, companheiros inseparáveis – No rosto dos quatro rapazes, os óculos são acessórios indispensáveis. Sem eles, a miopia vence. O grau a ser corrigido entre os membros do Miopia Groove varia de -0.75D a -4.00D, um espectro importante quando o assunto é a precisão com que os instrumentos devem ser tocados em um palco cheio de fios, caixas de som, equipamentos eletrônicos e compartilhado por várias pessoas que precisam se enxergar no ambiente quase sempre escuro das casas noturnas.

Os quatro músicos não são adeptos das lentes de contato pelas exigências de manutenção que o produto requer. Os óculos, obviamente, são muito mais práticos na vida de um músico que vive o dia na noite, em ambientes com ar condicionado, fumaça e que, no fim do expediente, já de manhã, voltam para casa pregados, quase sem energia para tarefas que vão além de chegar ao quarto e à cama.

Óculos, próxima inspiração – A música Óculos, hit dos anos 80 do Paralamas do Sucesso – “se as meninas do Leblon não olham mais ‘pra’ mim, eu uso óculos”… lembra? – virou o hino dos rapazes do Miopia Groove nos shows. Em uma apresentação, amigos dos músicos distribuíram óculos de brinquedo para a plateia. Eles mesmos ainda não têm uma composição própria falando sobre o tema, mas dizem que já anotaram a sugestão.

Está no forno o primeiro trabalho autoral do Miopia Groove. Gracildo, Júnior, Élinton e Ueberth gravaram o álbum no estúdio LeCaos, que faz parte do Circuito Fora do Eixo – Rondônia, rede de coletivos espalhada pelo Brasil que tem como objetivo promover a cultura e estimular o trabalho de agentes culturais. Quem sabe os óculos não ganham em breve essa homenagem musical com o groove dos rapazes do Miopia?

www: Miopia Groove virtual
www.miopiagroove.com.br
www.facebook.com/miopia.groove

Miopia Groove: em comum, os óculos e o amor pela música

 

Google na passarela

Óculos com realidade aumentada fazem aparição no desfile da estilista Diane Von Furstenberg durante a semana de moda novaiorquina.

O que acontece quando design, óculos e tecnologia se encontram? O resultado está no Google Glass, a tão falada criação da gigante da internet que deu um toque de modernidade à semana de moda de Nova York, que ocorreu de 6 a 12 de setembro, no Lincoln Center. O acessório usa o sistema Android e traz a realidade aumentada.

Em uma pequena tela no topo do olho direito, o usuário pode ter acesso à internet, tirar fotos e fazer vídeos. Durante o desfile da estilista Diane Von Furstenberg, que teve como tema Palazzo (do italiano, “palácio”, e também o nome de um tipo de calça), modelos e estilista usaram os acessórios combinando com a paleta de cores do desfile e, com eles, filmaram os bastidores e o desfile.

O resultado, além de uma ótima divulgação para a grife e para o novo produto da empresa de internet, foi um vídeo de quatro minutos (disponível no perfil da marca no Google+ e no Youtube), em que Diane – cuja coleção de óculos é comercializada mundialmente pela Marchon – fala sobre suas inspirações e sobre sua participação nesta edição da semana de moda. Lançado em abril, o Google Glass já pode ser adquirido por programadores, mas ainda não tem data para chegar ao mercado.

Bastidores: Diana Von Furstenberg e modelo exibem o Google Glasses

Google Glass: moda high-tech

Cena final: Sergey Brin (Google), Diane Von Furstenberg e o diretor criativo da grife, Yvan Mispelaere

© Divulgação

Contra o daltonismo

A corporação norte-americana EnChroma, com sede na Califórnia, anuncia o lançamento óculos com lentes que auxiliam nos dois tipos mais comuns de deficiência ao distinguir as cores.

Também tecnológico, mas bem menos descolados do que os óculos do Google [ver página xx], os óculos da EnChroma prometem ajudar o dia-a-dia dos portadores de daltonismo.

Armações de estilos consagrados como aviador e Wayfarer recebem lentes que são capazes de intensificar os tons das cores não enxergadas pelos daltônicos por filtrar os raios de luz de forma seletiva (e não uniforme como nas lentes solares normais), bloqueando as ondas cujo comprimento provoca confusão entre as cores.

Apesar de ser um avanço, a invenção resolve o problema de apenas algumas formas de deficiência na visualização de cores. A lente Cx-D auxilia na deuteranopia, a dificuldade de distinguir as cores verde e marrom, verde e amarelo e rosa e cinza.

Já o modelo Cx-PT corrige a protanopia, deficiência que dificulta a distinção entre vermelho e marrom, verde e laranja e roxo e azul.

A doença tem origem genética, mas também pode ser adquirida como resultado de lesão neurológica ou ocular. A novidade ainda não é comercializada, mas as pré-vendas devem começar em outubro.

Óculos para daltônicos: a novidade da norte-americana EnChroma

© Divulgação

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