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Um outro olhar

É só o amor

Andrea
editora da VIEW e maníaca por óculos

Definitivamente, continuo achando que a palavra do momento é “compartilhar”. E mais, a ação do momento é compartilhar. Seja nas redes sociais, seja na vida, é sempre bom tomar parte de algo e dividir. Talvez seja esse um dos motivos do sucesso mundial do Facebook: em seus murais ou nos murais alheios, as pessoas compartilham. Coisas legais ou nem tanto, mas estão lá postando para seus amigos (ou o mundo) verem. Há até aquele rapaz brasileiro, dono de um vídeo de sucesso no Youtube, que foi filmado lamentando-se porque ninguém o cutucava no Facebook, mas, como estava muito bêbado, em alguns momentos solta uns “tucuta” em vez de “cutuca”. É sensacional – basta colocar a frase “ninguém me tucuta” no canal mundial de vídeos para assistir à hilária pérola.

Outro dia, dei de cara com a declaração de uma pessoa (ou da autoria de um terceiro, porém sem o devido crédito) um tanto revoltada sobre a banalização do amor, que todo mundo pronunciava “eu te amo” todo o tempo, que a frase havia perdido o sentido etc. e tal. Por um décimo de segundo, achei que concordava com aquilo, mas imediatamente uma luzinha acendeu e me alertou que o amor não pode ser excludente. O amor é a essência básica do ser humano, por que regulá-lo dessa forma?

Sim, às vezes as pessoas podem até estar soltando alguns “eu te amo” sem o estarem sentindo de fato, mas cada vez mais sinto que não dá para economizar a frase. Pronunciá-la, compartilhá-la gera revoluções silenciosas na alma e promove uma contaminação interna do bem. A partir do momento que alguém começa a assumir que se ama, que ama seu próximo, o amor de fato começa a fazer parte de sua vida e de seu espírito. Praticá-lo é como jogar líquido inflamável sobre o fogo: só faz aumentar a chama! E mais: fazer esse amor crescer internamente faz ver o quanto é mais importante amar em vez de rastejar aos pés do mundo (e de seus habitantes) pedindo para ser amado.

Pense nisso, se você não se sente à vontade, pronuncie em pensamento para você mesmo. Assim você começa a desenferrujar – e fará um bem e tanto à sua alma. Quem sabe, debaixo do chuveiro, de porta fechada, fale em voz alta – quando se animar, solte a voz! Depois, sem que ninguém perceba, diga pro seu animalzinho de estimação. Repita várias vezes, dias seguidos, até que vá se acostumando e que isso faça parte da vida. Compartilho com você, leitor, que o “eu te amo” tem um poder absoluto, é mais que terapêutico. Passe a compartilhar seu amor com os outros e com o mundo! Viva o AMOR!

***

É muito ruim quando alguém especial se vai. É triste, dói, faz chorar… E incomoda. É assim que eu e muitas pessoas do mercado óptico se sentem com a morte de Renis Gabriel Filho. O mundo perdeu um ser humano de luz, o mercado perdeu um profissional e tanto e muitas pessoas perderam um amigo. Não há o que dizer para reparar essa dor. O importante é seguir em frente com as boas lembranças no coração. #VivaRenis

 

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