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Iniciativas e ideias do varejo

Sunglass Hut chega ao Brasil

Em maio, o Brasil passou a figurar na lista de países que conta com a atuação da Sunglass Hut, a rede especializada em óculos solares, operação de varejo da Luxottica que movimentou € 730 milhões em 2010.
Andrea Tavares Divulgação

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A capital carioca, mais precisamente o top São Conrado Fashion Mall, na zona sul da cidade, recebeu a unidade de estreia da Sunglass Hut no Brasil, em maio, em um espaço de 32 metros quadrados. A rede, que comercializa exclusivamente óculos solares, tem cerca de 2,2 mil lojas em várias partes do mundo e integra a Luxottica Retail, a divisão de varejo da corporação italiana de óculos.

Completando exatos 50 anos de existência, quando seu fundador Leonardo Del Vecchio começou a produzir partes para a fabricação de óculos em uma pequena fábrica, em Agordo, aos pés das montanhas dolomitas italianas, a Luxottica já soma 16 anos de experiência no varejo. Tudo começou em 1995, ao adquirir a rede norte-americana LensCrafters, célebre anos antes por lançar no mercado mundial o conceito de óculos em uma hora. Desde então, seguiram-se a aquisição da própria Sunglass Hut, em 2001, e de vários outros negócios de varejo óptico ao redor do planeta, contabilizando, atualmente, 6,3 mil pontos-de-venda. Com isso, a Luxottica dividiu mundialmente suas operações em Wholesale (do inglês, “atacado”) e Retail (do inglês, “varejo”), áreas que atuam de forma completamente independente uma da outra.

Nova realidade – Para quem olha de fora do mercado, encara apenas como a chegada de mais uma operação internacional de varejo ao país, engordando ainda mais as fileiras das companhias globais interessadas no favorável momento da economia brasileira (e a consequente explosão de consumo da população) e que proporciona a possibilidade ao consumidor local de comprar aqui como se compra lá fora. Mas, para parte do setor, o tão comentado desembarque do braço de varejo da Luxottica gera polêmica.
Polêmica porque se trata de um momento típico da economia de hoje quando a indústria estende sua participação ao varejo, como ocorre em muitos segmentos de negócios em todo o mundo. E, sem dúvida, isso deflagra um processo de mudança e, com a mudança, uma transição para essa nova realidade. E processos de transição sempre geram certo descompasso no começo.

Em geral, quando esse processo se instaura, a repercussão é praticamente a mesma, independentemente de onde se esteja e em que mercado se opere. O momento um é marcado por um desconforto entre as partes, protestos de alguns, decisões movidas pelo calor da novidade, eventuais quedas nas vendas da indústria e por aí vai. Segue-se, então, o momento dois, aquele em que a poeira já baixou, as decisões voltaram a ser tomadas de forma mais cerebral e comercial e o nível de vendas da indústria, se porventura tiver chegado a cair, começa a ser retomado. Por fim, o momento três, quando todos já se acostumaram com a situação e a contabilidade de ganhos e perdas com a nova situação já foi feita e digerida.

“Cinturão do sol” – A VIEW procurou a Luxottica para desvendar essa entrada no varejo brasileiro. Entrada essa que era ventilada por uma centena de boatos há anos e que, agora, finalmente se concretizou. Mas diferentemente do que se cogitava, que seria por meio da aquisição de redes locais, a corporação italiana optou por montar lojas próprias e investir no segmento de óculos solares, com a abertura da Sunglass Hut. Além do Brasil na América Latina, o México é o outro país em que a corporação italiana investe na expansão da Sunglass Hut (por lá são 70 pontos-de-venda) em uma estratégia denominada de “cinturão do sol”, com o propósito de seguir como líder mundial no varejo de solares.

Com dez anos de casa, o italiano Vittorio Verdun comanda a operação Sunglass Hut na América Latina na condição de diretor regional. O executivo começou na Luxottica como vice-presidente de marketing para a América do Norte da divisão de atacado e, em 2007, assumiu a vice-presidência sênior de vendas também para o atacado.

“Sunglass Hut para mudar a cultura da compra de óculos”
Leia a seguir trechos da entrevista com o diretor comercial da divisão de atacado da Luxottica Brasil, Francesco Santachiara, que foi diretor geral da Luxottica Holanda de 2005 a 2008; na sequência, tornou-se o responsável comercial pelo canal óptico da Oakley na Europa e, desde outubro, atua na filial brasileira. 

VIEW – Por que a decisão de começar os negócios da divisão de varejo no Brasil pela Sunglass Hut?
Francesco Santachiara
– O Brasil é muito importante para a Luxottica e seu potencial não pode ser ignorado por uma empresa que possui presença global e aposta na evolução e no crescimento da economia. Acredito que a entrada da Sunglass Hut irá estimular a evolução do mercado. Os investimentos que a Luxottica está fazendo no país demonstram o quanto essa região é estratégica para a empresa.
A America Latina é uma das grandes áreas em desenvolvimento de grande importância para a divisão de varejo da Luxottica. Já para o atacado, o Brasil é considerado uma das principais prioridades em nível mundial.

O que o lojista, cliente-parceiro da Luxottica Brasil, pode esperar com esse seu movimento no varejo brasileiro?
Os clientes podem esperar sempre a transparência como parte dos valores da empresa e a visão de que a entrada no varejo vem colaborar para o desenvolvimento do setor óptico.

Por favor, explique melhor sobre colaborar no desenvolvimento do setor.
Utilizando a Sunglass Hut como vitrine para nossos produtos e ajudar a mudar a cultura de compra de óculos, que cada vez mais são acessórios de moda e não apenas necessidades corretivas. O perfil das lojas segue os padrões internacionais para que o consumidor possa sentir a marca Sunglass Hut no Brasil da mesma forma que sente-a quando está em qualquer lugar do mundo.

O posicionamento da marca é totalmente fashion, cool e voltado à experiência de compra. O projeto arquitetônico mantém a identidade visual global, porém o mix de produtos foi adequado para o mercado brasileiro, considerando as preferências regionais do público.

Como são os preços da Sunglass Hut em comparação àqueles praticados pelos clientes lojistas da Luxottica? Há um comprometimento por parte da empresa em manter-se fiel e correta aos clientes do atacado?
A questão dos preços é de extrema importância. Desde a entrada da Luxottica no mercado brasileiro há quase 20 anos, sempre houve a preocupação de manter uniformes os preços praticados no país. A Sunglass Hut seguirá rigorosamente a política de preços sugeridos para os clientes do atacado.

Quais são os planos para o futuro tanto para o atacado quanto para o varejo?
Em relação ao atacado, os objetivos são alcançar a excelência no atendimento e na prestação de serviços; focar e investir cada vez mais no marketing, oferecendo ferramentas aos clientes para que possam aumentar as vendas, além de dar continuidade ao projeto de reposicionamento de preços com o intuito de reduzi-los, tornando as marcas acessíveis para um número maior de consumidores e, ao mesmo tempo, evitando que comprem fora do país. No varejo, a meta é a expansão da Sunglass Hut.

Além da Sunglass Hut, haverá mais alguma operação de varejo da Luxottica no país?
Ate o presente momento, nada de concreto.

Sunglass Hut em datas
1971
O optometrista Sanford Ziff abre um quiosque no shopping Miami’s Dadeland com o nome Sunglass Hut 

1986
Ziff inaugura o centésimo ponto-de-venda em Miami, atingindo lucros anuais de US$ 24 milhões

1986
Ziff vende 75% da Sunglass Hut para a empresa de investimentos Kidd, Kamm & Co., de Connecticut, estado de Nova Iorque, por US$ 35 milhões. O negócio é incorporado sob o nome Sunglass Hut International, Inc.

1989
Ziff se aposenta e mantém uma participação de 25% no negócio, mas sem envolvimento no dia-a-dia da empresa.

1991
As vendas anuais da Sunglass Hut ultrapassam US$ 100 milhões e a família Ziff vende seus 25% restantes.

1993
A Sunglass Hut International, Inc. torna-se uma empresa de capital aberto, com oferta pública inicial de US$ 70 milhões.

1996
A rede atinge a participação 30% do segmento de óculos de sol nos Estados Unidos. A empresa também entra no negócio de relógios, abrindo a Watch Station e a Watch World.

1998
Sunglass Hut entra na era do comércio eletrônico, comercializando óculos solares em seu site.

2000
A Luxottica adquire a Sunglass Hut por US$ 653 milhões, um negócio com 1,3 mil lojas Sunglass Hut, 430 unidades que operavam como Sunglass Hut e Watch Station e 228 lojas sob as marcas Watch Station ou Watch World.

2003
A Sunglass Hut passa por um reposicionamento de sua identidade de marca com foco na moda.

2008
A Sunglass Hut firma parceria com o artista nicaraguense Chris Mendoza para criar Ray-Ban Wayfarers personalizados em sua loja no cult bairro do SoHo, em Nova Iorque.

2009
Sunglass Hut e Prada se unem e criam uma loja conceito one-week-only (do inglês, “só por uma semana”) no Rockfeller Center, em Nova Iorque.

2010
Lançamento do Social Sun, quiosques em que os clientes se fotografam experimentando óculos e postam as fotos no Facebook ou as enviam por e-mail ou SMS.


Sunglass Hut no Brasil: loja de 32 metros quadrados no carioca São Conrado Fashion Mall

Famosas na inauguração: a modelo Luiza Brunet e as atrizes Milena Toscano e Mayana Moura na noite de abertura da primeira filial brasileira da Sunglass Hut 

© Divulgação

Duas vezes óculos na Fototica
Compre um, ganhe outro. Essa é a base da nova campanha da Fototica, batizada de Óculos em dobro. Na compra de uma armação de receituário com a etiqueta da promoção em qualquer loja da rede, o segundo par é grátis com direito, inclusive, às lentes no grau do usuário.
© Divulgação
Casa dos Relojoeiros nas escolas
Pesquisas mostram que 29% dos casos de evasão escolar nas escolas de ensino fundamental são originados por distúrbios visuais. Pensando nisso, a Casa dos Relojoeiros tem percorrido escolas do Ceará com uma série de palestras educativas feitas pelo óptico-master da rede, Francisco das Chagas Rocha, que orienta pais, alunos e educadores a identificar os problemas mais comuns relacionados à visão. A campanha também traz testes de acuidade visual e encaminhamento para oftalmologistas.

Educação para a visão: Casa dos Relojoeiros luta contra a evasão escolar 

© Divulgação

Itamaraty sustentável
Preocupada com o uso racional dos recursos naturais, a rede cearense Itamaraty lançou a campanha interna Olho Vivo, em parceria com a Essilor e a Transitions. O objetivo é conscientizar funcionários sobre como a redução de desperdícios pode contribuir com a preservação do meio ambiente. Para isso, dicas sobre consumo consciente foram distribuídas em pontos estratégicos da empresa, além da veiculação online de peças educativas.

Olho Vivo: Itamaraty lança campanha interna para preservar os recursos naturais 

© Divulgação

 

 

 

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