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Varejo & Experiência

Um esporte chamado liderança

Richard Vinic
Richard Vinic é palestrante, consultor, professor e apaixonado pelo mundo das compras

Aproveitando o clima esportivo que o país está vivendo por conta da Copa do Mundo, quero retomar um assunto que tenho abordado nas últimas edições e tem sido pauta de cursos e treinamentos nas empresas. Trata-se da liderança.

Liderar, assim como praticar profissionalmente qualquer modalidade esportiva, exige um equilíbrio entre as técnicas e o treino, a repetição e o aprimoramento. O conceito de líder nato, ou seja, aquele que nasceu pronto, cada vez está mais distante da realidade.

Dono de fortalezas, mas também de fragilidades, o líder é um profissional que possivelmente se destacou pela técnica (seja vendedor, administrador ou estrategista) e, então, foi colocado no posto de comandante do time. A partir dessa posição, acima de tudo as competências comportamentais serão fundamentais, como sua capacidade de identificar o potencial de cada membro da equipe e a precisão de colocar cada funcionário na posição em que melhor rende, contribuindo com o resultado do grupo.

Considerando que as pessoas é que fazem diferença no varejo e a qualificação das equipes para que a experiência do consumidor seja percebida, o líder é a figura-chave da qual nenhuma loja ou empresa pode abrir mão.

Os autores norte-americanos James Kouzes e Barry Posner, consultores especializados em liderança, realizaram um estudo sobre o tema e perguntaram às equipes as principais características valorizadas em um líder. Foram citados quatro aspectos:

1. Honestidade. Ético, integro e correto. Primeiro, as pessoas seguem o “mensageiro” e depois a “mensagem”. Seu histórico garante que as pessoas o respeitem e sigam seus comandos.
2. Visão de futuro. As pessoas querem seguir alguém que sabe para onde está indo. Você entraria em um carro cujo motorista não sabe para onde está indo? Possivelmente, pediria para descer. E quando o líder tem dúvidas em relação ao futuro? Assim como quando se dirige em uma rodovia com condições climáticas adversas, muita neblina, diminui-se a velocidade, observa-se com mais cuidado o trajeto e se preocupa com o que vem à frente.
3. Inspirador. Inspira as pessoas fazendo-as acreditar que são capazes. Influencia pelo exemplo, o conhecimento e o apoio, deixando de lado o “crachá” de chefe e engajando todos pela sua maneira de orientar.
4. Competência. Tem conhecimento e faz aquilo que precisa ser feito. As pessoas sempre querem seguir alguém que conhece o tema, mas, sobretudo, faz o que precisa ser feito, toma decisões e age no momento importante.

Como se pode perceber a partir desse estudo, capacidade técnica e princípios de comportamento e respeito são fatores muito valorizados pelos times. Vale uma conversa franca com os funcionários para identificar o que ainda pode ser trabalhado. Caso ainda não esteja no papel de líder, vale o entendimento das características desejadas.

Lembre-se de que liderar não depende do cargo que se ocupa mas do quanto se influencia as pessoas, as diferentes áreas da empresa, garantindo que os resultados sejam obtidos.

Assim como no esporte, é possível ver a importância do líder estar na “beira da quadra”, sabendo que, nessa posição, não cabe mais a ele estar na quadra e fazer o gol, mas dedicar parte de seu tempo a desenvolver e a ensinar as pessoas a fim de que possam entregar os resultados esperados. Delegar sem “delargar”, acompanhar e ensinar respeitando a individualidade de cada um e que cada membro da equipe tem sua maneira de contribuir para a vitória.

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