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Espaço do Eric

A receita, o ponto de partida parte 2

Eric Gozlan
o óptico francês está estabelecido em Curitiba com a óptica Eric Gozlan Lunettes
O colunista Eric Gozlan conclui a série que apresenta a importância da receita como fonte de informações valiosas sobre o cliente e seus futuros óculos, ponto de partida e tanto para um atendimento de qualidade, capaz de conquistar a confiança até do cliente mais difícil.
Eric Gozlan

Muito mais que fornecer o grau, a receita é uma fonte de informações muito mais valiosas a respeito do cliente e de seus futuros óculos. Comece seu atendimento sempre pela receita. É obvio, mas muito eficiente, porque, pelo fato de conter o nome do cliente e o do especialista, abre as portas para que o consultor óptico estabeleça com mais facilidade uma relação de confiança com o cliente.

Na edição anterior, apresentei as duas dicas primeiras dicas (o nome do cliente mais a data da receita emitida) e agora trago duas novas dicas.

Dica 3: o grau prescrito
Se você faz parte do time de profissionais que “transforma” o grau diretamente em defeito visual para então traduzi-lo em marca ou tipo de lente, está passando muito longe de fazer uma venda de valor agregado.

O grau prescrito pelo oftalmologista deve refletir o modo de vida do dono da receita e não apenas o defeito visual. Não importa que ele seja presbita, míope, hipermetrope ou astigmata: a prescrição do grau é fonte para obter todas as informações do dia a dia do cliente. O míope, por exemplo, não enxerga de longe, mas em que condições irá usar seus óculos: o dia inteiro ou apenas para ir ao cinema? Vai praticar esporte com a mesma armação ou precisará de mais um par?

Um presbita, certamente, vai necessitar de lentes multifocais para seu dia a dia, mas e se esse mesmo presbita adora ler deitado na cama? Será que óculos com lentes multifocais serão confortáveis para ele?

As condições que usará os óculos, a prática de esportes (ou não), se fica predominantemente em ambientes ensolarados (ou não), a necessidade de mais de um par e eventuais incômodos visuais são questões que irão orientar seu atendimento em função do grau prescrito sobre as diversas soluções possíveis e complementares.

Quem se limita apenas a ler o grau para definir em seguida uma marca ou um tipo de lente, reduz as possibilidade para corrigir com perfeição o defeito visual do seu cliente. O grau também influencia o tipo de armação: quanto mais alto, menor deverá ser a armação, a fim de preservar a estética e o conforto.

Dica 4: as observações
Muitas vezes, o médico faz algumas anotações no final da receita que poderão ser úteis para a escolha das lentes. É uma forma de economizar tempo para escolher entre as diversas marcas de lentes ou ao explicar um tratamento, afinal, o médico já os recomendou.

Boas vendas!

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