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Coluna do Miguel

A visionária indústria óptica

Miguel
o óptico mais famoso do país

Na China antiga, apenas os membros da alta nobreza tinham o privilégio de usar óculos como acessórios. Ao povo, tudo era negado, inclusive o uso de óculos. A situação se repetiu na Europa, durante a Idade Média, quando somente a nobreza e os membros da igreja católica eram autorizados a portar óculos.

Ao longo da história, o uso de lentes graduadas sofreu enormes preconceitos, mas a necessidade de enxergar mais e melhor prevaleceu. Hoje, há no mercado milhares de modelos com diferentes características técnicas para atender o consumidor. Se a indústria de armações não tivesse sensibilidade para criar e projetar peças, todos ainda estariam usando modelos pesados e feios como no século 13.

Enquanto a indústria mundial de armações se preocupa cada vez mais com as necessidades do público consumidor, setores da indústria de confecção mal começam o processo de reformulação da modelagem, criando coleções que incluem roupas para pessoas fisicamente fora do padrão: baixas, gordas, altas etc.

Levando-se em conta que a confecção ganhou mercado de fato nos anos 70, a indústria de roupas no Brasil tem uma defasagem de atendimento ao público de, no mínimo, 30 anos. Alguns estilistas já se propõem a mudar suas modelagens para ganhar a clientela, mas são pequenas iniciativas diante da procura do enorme mercado comprador. E comparada à confecção, a indústria óptica está anos-luz à frente.

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