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Jogo Rápido

Morre Nelson Haubrich

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Formado Torneiro Mecânico pelo Senai, Nelson Haubrich foi contratado em 1961 para o departamento de manutenção do laboratório próprio da extinta rede carioca Óticas Fluminense, sediado nos fundos de uma das lojas, mais precisamente na Rua do Riachuelo, região central do Rio, que cuidava das máquinas e produzia as peças necessárias para os equipamentos que vinham de fora – na época, apenas empresas estrangeiras ofereciam esse tipo de produto e uma das fornecedoras escolhidas foi a Bausch & Lomb.

Não tardou para que a quantidade de peças fabricada fosse mais que suficiente para construir novas máquinas, em vez de apenas permitir a reposição nas existentes. É aí que a Bausch & Lomb volta à cena, fez uma proposta ao proprietário da Fluminense, Cyro Figueiredo do Canto e Mello, de comercializar as máquinas montadas por Nelson e sua equipe da manutenção. O primeiro passo foi testá-las e, depois de aprovadas, recebiam a “etiqueta” Bausch & Lomb e iam para o mercado.
Por meio dessa parceria, foram fabricadas dez unidades, mas, logo depois, a corporação norte-americana decidiu sair desse segmento, já que decidiu dedicar-se à produção de lentes oftálmicas. Foi assim que nasceu a CF do Canto e Mello, para dar sequência ao trabalho e continuar de forma independente no mercado sob o comando de Cyro Augusto do Canto e Mello, filho do fundador da Fluminense, Cyro Figueiredo, e tendo Nelson como funcionário.

A partir daí, começam a nascer as máquinas com a assinatura que se conhece até hoje: a sigla CM (de “Canto e Mello”), acompanhadas de um número na casa do milhar – obviamente, a primeira delas foi a CM1000. Com o passar do tempo, os irmãos entraram para os negócios, e no final da década de 70, em parceria com Cyro Augusto, Nelson, Sérgio e Jorge se uniram para potencializar as capacidades da empresa que ainda se chamava CF do Canto e Mello.

O primeiro e importante passo foi a participação na feira óptica de 1981, ainda realizada no pavilhão do Anhembi. No ano seguinte, um novo passo decisivo. A transferência da empresa para Petrópolis, cidade que teve a família alemã Haubrich como uma de suas colonizadoras e a mudança do nome para CM, tendo Cyro Augusto e os três irmãos Haubrich como sócios. Com a entrada, nesse mesmo ano, da CM na era das máquinas pneumáticas, para atender ao nascente mercado das lentes orgânicas, à assinatura CM adicionou-se também o complemento “Haubrich System”, a fim de celebrar a presença das duas famílias em toda a linha de produtos da empresa. Selou-se, assim, o mais importante pacto profissional e de amizade entre os Haubrich e os Canto e Mello.

Nelson, como seu irmão Jorge certa vez relatou à VIEW, era o grande gênio da mecânica e da criação dos projetos – uma vez, teve a sacada de encontrar uma solução para uma nova máquina ao observar seus filhos montando pecinhas de Lego. Atualmente, ocupava-se da administração e das finanças.
Nelson deixa a mulher Graice Mendes Haubrich, com quem era casado há 45 anos, os filhos Luis Henrique e Felipe Haubrich e dois netos.

Nelson Haubrich: 53 anos de óptica

Nelson Haubrich: 53 anos de óptica

© Acervo VIEW

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#REVISTAVIEW

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O consultor óptico Vinicius Arthur (@viniarthur), da Joalheria e Óptica Pinheiro, situada em Campos Novos, interior de Santa Catarina, postou uma bela selfie, para lá de solar, e é claro que os óculos não podiam ficar de fora.

© @viniarthur

Tem perfil no Instagram e tirou uma foto linda e/ou criativa que tem tudo a ver com óculos, visão, óptica ou algo mais relacionado ao mercado? Publique com a hashtag #revistaview e então sua imagem pode ser impressa na VIEW.

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Feira brasileira muda de casa

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Em 2011, quando as lideranças da Associação brasileira da indústria óptica (Abióptica) decidiram sair do Transamérica Expo Center (que tinha recebido o evento por nove edições) de volta ao Expo Center Norte (sede da feira em sua configuração “antiga” por quase uma década) o objetivo era aumentar significativamente o número de visitantes.

Naquele momento, a conveniente localização do Center Norte, considerado ponto estratégico (por conta da proximidade com o aeroporto de Guarulhos, o metrô, o terminal rodoviário do Tietê e algumas das principais vias da cidade) foi prioridade em detrimento à superioridade de infraestrutura, conforto e qualidade de serviços oferecidos pelo Transamérica Expo Center. Os tempos eram outros: a feira estava em processo de reinvenção, o mercado ainda se ressentia da crise econômica que assombrou o planeta no final de 2008 e a óptica mundial passava por uma fase de seu processo evolutivo em que passou a considerar feiras de negócios como uma estratégia menos importante em seus planos de negócios.

Os anos passaram, a poeira assentou e, desde a edição de 2012, a Expo Abióptica resgatou boa parte de sua reputação e recebeu de volta importantes expositores que haviam batido em retirada anos antes por conta da crise e das novas estratégias comerciais – vale a pena mencionar que o mesmo ocorreu com as outras grandes feiras internacionais. Assim, foi mais fácil ter casa cheia e garantir que as empresas participantes encerrassem o evento com desempenho favorável.

Dedicação exclusiva – A questão é que a tão esperada explosão de público nunca ocorreu. Sim, a feira resgatou seu poder de atração, mas não o suficiente para abrir mão de vez do Transamérica Expo Center. O centro de exposições da Vila Guilherme padece de facilidades arquitetônicas para um evento de maiores proporções. Além disso, explica o presidente da Abióptica, Bento Alcoforado, “a oferta de hotéis na zona norte é muito inferior quando comparada à da zona sul, o que também dificulta a criação de um sistema eficiente de traslado entre a feira e a rede hoteleira conveniada”. Outro ponto levantado pelo executivo é que boa parte dos visitantes fez da feira sua atividade secundária, até por conta da facilidade do acesso. “O que se espera é que os visitantes dediquem-se ao evento. Ambientes isolados são mais propícios à realização de negócios e vale lembrar que as principais feiras do mundo passaram a ser promovidas em locais mais retirados”.

Pontapé inicial – No lançamento da edição 2015, realizado em 22 de julho, no hotel The Capital, no bairro do Itaim Bibi, zona oeste da cidade, mais de 70 empresas garantiram presença (nesta página, a lista de participantes confirmados e os metros quadrados contratados). Alcoforado relata que enquanto a feira em 2014 totalizou 13.992 metros quadrados, já no lançamento para o próximo ano foram comercializados 13.398 metros quadrados e ainda há áreas disponíveis.

Mas se uma das metas é realizar um evento “suculento” em termos de negócios, outra é assegurar a participação dos consultores ópticos, a grande massa que faz o mercado girar. Para isso, explica Alcoforado, as opções do Espaço Saber serão ampliadas e também devem ser criadas novas atrações a fim de rentabilizar a participação de todas as categorias de profissionais ópticos.

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O número

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189
milhões

Isso mesmo. Diariamente, pessoas ao redor deste planeta baixam 189 milhões de aplicativos em seus smartphones e tablets.

Fonte: o estudo The golden age of mobile publicado em http://60secondmarketer.com.

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