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Jogo Rápido

Óculos ou gadget?

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Afinal, para que serve e como será usado o aparelho criado pela Google que se parece com óculos, mas tem funções de smartphone.

O Google Glass será os dois. Um par de óculos, pois poderá ganhar lentes. E um gadget (termo em inglês usado para definir qualquer aparelho ligado à tecnologia), pois terá muitas funções combinadas.

Novo projeto da gigante da internet que vem sendo falado e mais falado desde 2011, o Google Glass parece finalmente estar mais definido e próximo de ser lançado para venda. Trata-se de um mecanismo de realidade aumentada (integração de informações virtuais a visualizações do mundo real), espécie de armação sem lentes, para ser vestido como um par de óculos, e que tem acoplado do lado direito uma tela que se conecta à internet e usa o sistema Android. Por meio desse sistema, é possível tirar fotos, gravar vídeos, acessar a rede, compartilhar informações, usar o GPS, tudo apenas usando comandos de voz. Por esse motivo, o aparato está sendo denominado de smart glass, em uma alusão aos smartphones.

Os primeiros testes com pessoas comuns, que não fazem parte do desenvolvimento do produto, começaram em abril, após um concurso em março escolher 8 mil pessoas que postaram frases no Twitter usando a hashtag #IfIHadGlass (do inglês, “se eu tivesse os óculos”). Ainda não há, porém, data definida para que o produto chegue às mãos do consumidor final. O que já se sabe é o preço: custará em torno de US$ 1,5 mil, valor médio similar ao de um notebook MacBook Pro da Apple nos Estados Unidos.

A badalada novidade terá uma tela de alta resolução, com câmera de 5 megapixels de definição e 12 gigas de memória. Os criadores também estão pensando em maneiras de adaptar lentes prescritivas na armação e ainda adicionais solares, mas ainda não têm modelos prontos para isso. Outro ponto importante é que os principais concorrentes do Google já começaram a se mexer. Há notícias de pedidos de patentes de gadgets similares pela Sony, este com telas nos lados esquerdo e direito da armação e possivelmente fones de ouvido acoplados, e pela Microsoft.

A proposta de dar outro uso aos óculos além de corrigir e proteger os olhos e a visão não é nova. A Oakley, faz alguns anos, lançou o seu modelo com MP3 e fones. Mas a fascinante ideia de ver o mundo pelos olhos de outra pessoa e experimentar, por exemplo, a sensação de um salto de paraquedas ou uma acrobacia de circo, não é aceita com unanimidade por todos. Um bar na cidade norte-americana de Seattle, o The 5 Point Cafe, se antecipou ao lançamento comercial dos óculos e proibiu os frequentadores de usá-los em suas dependências.

A justificativa é que, por conseguir filmar e fotografar discretamente, uma pessoa poderia violar a privacidade de outra, filmando situações indiscretas. Atrás do bar, vieram cinemas, casinos e casas de strip-tease, que já proíbem fotografar e filmar e pretendem agir do mesmo jeito com os smartglasses.

Para algumas pessoas, a grande questão é a real utilidade do Google Glass e dos chamados “wearables” (do inglês, algo como “vestíveis”), os gadgets de usar no corpo, como os óculos da google ou o iWatch, o relógio da Apple que tem funções de um iPhone, mas para usar no pulso. Alguns acham que pode ser só um fogo de palha que passe logo e não acabe ganhando real função na vida das pessoas. Outros preveem um futuro diferente. Em recente entrevista à revista Forbes norte-americana, o pensador e consultor Tomi T Ahonen, que, por muitos anos, foi executivo da Nokia, disse que acredita que os usuários de realidade aumentada – exatamente do que se vale o Google Glass – cheguem a 1 milhão no ano de 2020 e que essa é a próxima grande aposta de mídia de massa no mundo.

No site do projeto, um vídeo sobre a sensação de usar o Google Glass: goo.gl/Kf4Lg.

Novidade: o cofundador do Google, Sergei Brin, em uma das apresentações do projeto, nos Estados Unidos

Retrato: o Google Glass em si

© Divulgação

Um manual para chamar de seu

CBóptica lança o Manual de Boas Práticas de olho na profissionalização do varejo óptico nacional.

Com a nobre intenção de deixar o setor óptico mais profissional e com um padrão de atendimento mínimo no Brasil, foi lançado este ano o Manual de Boas Práticas do setor óptico pela Câmara brasileira do comércio de produtos e serviços ópticos (Cbóptica), órgão da Confederação nacional do comércio de bens, serviços e turismo (CNC). Os ópticos Leandro Fleury Rosa e Luis Alberto Perez assinam a publicação.

Com 128 páginas, o documento versa sobre todas as questões legais, de administração, higiene, necessidade de qualificação dos profissionais e normas de atendimento que envolvem as atividades dos estabelecimentos de comércio, adaptação e aviamento de armações, lentes oftálmicas, óculos de proteção solar, lentes de contato e acessórios ópticos, ou seja, a sua óptica.

Um dos motivos que levaram à criação do documento é o fato de óculos e lentes de contato serem produtos relacionados à saúde e as autoridades sanitárias brasileiras exigirem padrões para garantir o bom atendimento e a segurança do consumidor. As referências para a elaboração do manual partiram da legislação nacional e das normas sobre a comercialização de produtos ópticos.

Por enquanto, o manual existe apenas em sua versão básica, que propõem os padrões mínimos para o varejo. Já estão em elaboração as versões Avançada e de Excelência, com normas ainda mais rígidas e ainda sem data de lançamento. Além das lojas, o manual estará disponível para os órgãos envolvidos na fiscalização do setor e será distribuído para a vigilância sanitária de todos os estados e das principais cidades brasileiras. O documento pode ser acessado em formato PDF no site da CNC em http://goo.gl/MBZch.

Boas práticas: normas e procedimentos para o setor

© Divulgação

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