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Jogo Rápido

Abióptica resgata o varejo

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Fórum de empresários do varejo óptico é a iniciativa da Abióptica para trazer à luz essa representativa fatia do mercado óptico nacional, “globalizar” a entidade e contribuir de fato para o crescimento do mercado.

Quando foi fundada, em 1997, a Abióptica ainda não tinha o “p” e seu nome por extenso era “Associação brasileira de produtos e equipamentos ópticos” – o “p” foi adicionado em 2009, quando seu título também foi atualizado para “Associação brasileira da indústria óptica”. A entidade nasceu no seio dos Sindicatos da indústria óptica de São Paulo e do Rio de Janeiro, respectivamente, Siniop e Siniorj, com o intuito de congregar todas as frentes do mercado óptico nacional, reunindo em uma mesma mesa de discussões representantes da indústria, os importadores, os varejistas e as demais categorias.

Os tempos eram outros há exatos 15 anos: Siniop e Siniorj eram as entidades de maior influência no ramo, responsáveis pela feira brasileira que, naquela época, se chamava “Óptica”. Havia menos de uma década que o Brasil começara a entrar na roda da globalização, abrindo sua economia, liberando as importações, estabelecendo assim uma nova dinâmica de mercado de consumo no país. Diante disso, era natural que surgisse uma entidade de caráter global na óptica, também pelo fato de ser um segmento com multinacionais de porte e que começava a consolidar seus laços com a moda e a desfrutar dos avanços tecnológicos.

Mas o destino reservou outros rumos para o setor, que, em 2002, assistiu a uma Abiótica fortalecida ganhar vida própria, “descolando-se” dos sindicatos aos quais era conectada. A feira “Óptica” deu lugar à “Abióptica” (essa já nascida com “p”) e que, em 2010, passou a se chamar “Expo Abióptica”.

Sem dúvida, essas mudanças despertaram a participação de mais empresas e seus respectivos líderes na tomada de decisão dos rumos do mercado óptico brasileiro, mas o varejo nunca de fato teve seu lugar merecido. Houve algumas tentativas de trazer os lojistas para a mesa de discussões, mas o varejo continuou sendo um mero coadjuvante.

A busca nas raízes – Em abril, a entidade deu sinais de resgatar de suas origens a necessidade de fortalecer o mercado, gerando renda e crescimento para todos os segmentos, ao lançar o Fórum de empresários do varejo óptico, série de reuniões que ocorreu durante o ano e cuja quinta e mais recente edição se deu em 27 de novembro, em São Paulo.

O objetivo primeiro é a união real de todos os segmentos do mercado e os cinco principais pontos em discussão para a implantação de ações são a efetiva participação do varejo nos trabalhos da entidade, o aumento das receitas na óptica (o termo “receitas” surge aí em duplo sentido, como valor arrecadado e também prescrição oftalmológica para a venda dos óculos), o combate à concorrência desleal e à informalidade, a capacitação profissional e os tributos.

“Sempre foi uma preocupação da indústria que, se o varejo for bem, a indústria irá bem até por ‘inércia’. A ponta que tem de ser sempre cuidada e aprimorada é o varejo. Por isso, sentimos a necessidade de definir pautas comuns a todo mercado, convidando os varejistas”, explica o presidente da Abióptica, Bento Alcoforado. Uma nova reunião, em fevereiro, dará sequência aos trabalhos.

Perda da visão em primeira pessoa

Diretor de cinema diagnosticado com glaucoma realiza o documentário Going blind, sobre a vida de deficientes visuais.

Há anos, o cineasta norte-americano Joseph Lovett convive com um lento processo de perda da visão. Diagnosticado com glaucoma, doença que atinge cerca de 4,5 milhões de pessoas no mundo, decidiu falar sobre o assunto por meio de sua arte. No documentário Going blind (do inglês, algo como “ficando cego”), Lovett conta não só sua própria história, mas relata como outras pessoas lidam com a perda da visão.

O filme traz depoimentos como o de Pat Williams, que não quer ser definida por sua doença e o do soldado Steve Baskis, que ficou cego aos 22 anos em uma explosão no Iraque. Lovett investiga também o universo da visão e questiona os motivos pelos quais não há recursos suficientes para que sejam desenvolvidas mais pesquisas para a cura do glaucoma.

Desde o lançamento, em 2010, a obra tem sido uma ferramenta para promover o diálogo e despertar a conscientização sobre a doença, tanto que o filme foi distribuído para 300 canais públicos de televisão nos Estados Unidos. Lovett teve um de seus roteiros indicados ao Emmy (o Oscar da tevê norte-americana) e dirigiu seis longas, entre documentários e filmes para televisão falando de assuntos que variam do câncer (Cancer: evolution to revolution, de 1999) ao universo gay antes da descoberta da Aids (Gay sex in the 70s, de 2005).

O filme não foi exibido nas salas de cinema brasileiras, mas é possível adquirir ou alugar a versão digital em sites como Amazon (www.amazon.com/Going-Blind-Audio-Described-Version/dp/B005059QV4) ou na iTunes Store (www.itunes.apple.com/us/movie/going-blind/id493380395).

Exames: o diretor Joseph Lovett no consultório oftalmológico

O dia a dia no escuro: cenas do documentário Going Blind

© Divulgação

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