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O2Amp: os óculos raio-x

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Cientistas norte-americanos criaram óculos que enxergam através do sangue alterações de saúde ou de estados emocionais e garantem até detectar mentiras. Super-heróis podem existir apenas em histórias em quadrinhos, mas dispositivos dignos de sua utilização parecem estar se tornando realidade.

Com lentes grandes e cor-de-rosa, os óculos O2Amp parecem inofensivos à primeira vista, mas não dá para se enganar: enxergam através da pele. Tudo começou com uma pesquisa sobre desenvolvimento da visão em cores feita por um cientista especializado em neurobiologia, o norte-americano Mark Changizi.

O estudo detectou que a capacidade em perceber mudanças nos tons de pele em diferentes estados de emoção ou saúde – como bochechas coradas em casos de constrangimento – cria mais chances de sobrevivência entre primatas. Com base nesse trabalho, pesquisadores desenvolveram um conjunto de filtros para óculos, sob o nome O2Amp, que amplia a capacidade natural dos olhos em detectar alterações nos tons dos vasos sanguíneos.

As lentes possibilitam a percepção dos níveis de oxigênio nas veias e associam certas cores a motivos diferentes. Assim, enfermeiras conseguem coletar sangue sem dificuldade e médicos podem direcionar seus diagnósticos de acordo com a cor visualizada.

Os cientistas só não esperavam que o interesse pelo O2Amp tomasse rumos não muito medicinais. Especialistas em comportamento humano garantem que os óculos podem revelar também alterações emocionais. Veias verdes, por exemplo, podem significar que o indivíduo é apático e fraco, enquanto que tons mais avermelhados deixam claro que a pessoa está bem ativa, seja por algum exercício ou estímulo sexual.

Para utilizar o O2Amp, o usuário precisa ler atentamente às instruções, já que os criadores garantem que os óculos são capazes até de detectar mentiras. Por conta disso, uma empresa especializada em pôquer já garantiu a compra dos primeiros modelos a serem comercializados, mas, por enquanto, os óculos estão sendo testados apenas em dois hospitais dos Estados Unidos.

 

O2Amp: visão além do alcance

© Divulgação

 

Morre Nery Prochnow

Em 7 de junho, a óptica nacional perdeu um importante membro: o empresário Nery Prochnow, fundador da Optolentes, aos 71 anos, em Porto Alegre, de causa não divulgada.

No exato ano em que a empresa fundada por ele e seu amigo Gentil Ligabue, a Optolentes, completa três década de existência, Nery Sebastião Prochnow se despediu. Nascido em 27 de fevereiro de 1941 em São Joaquim, Santa Catarina, iniciou a carreira aos 14 anos como aprendiz de laboratório na Óptica Martinato, em Caxias do Sul, interior gaúcho. Na época, a Martinato oferecia o único curso de contatologia reconhecido pelo estado e logo Prochnow dedicou-se ao estudo das lentes de contato após o período de trabalho.

Aos 17 anos, mudou-se para Porto Alegre com a família após ser aprovado como óptico pelo estado do Rio Grande do Sul. Dois anos mais tarde, assumiu a chefia do setor de laboratório da Ótica Hexel, em Passo Fundo, saindo de lá para exercer o mesmo cargo nas Ópticas Endres. Mas sempre interessado pela contatologia, Nery deixa a óptica em 1972 para fazer um curso de contatólogo no Rio de Janeiro, patrocinado pelas Óticas Fluminense.

Em 1975, a óptica levou Prochnow para um destino mais distante: a Alemanha. Já formado como contatólogo, começou um estágio na Óptica Soehnges, uma das pioneiras no ramo de adaptação de lentes de contato. No ano seguinte, Prochnow voltou ao Brasil e foi contratado como diretor técnico pela empresa Cornealent Waicon (atual Bausch & Lomb), em que ficou por cinco anos. Em 1981, fundou o Multilentes, um centro de adaptação que prestava serviços para várias ópticas de Porto Alegre e arredores.

E foi em uma das salas da Multilentes que nasceu seu novo empreendimento: Prochnow fundou a Optolentes em 1982, em parceria com o amigo Gentil Ligabue. Atualmente, a Optolentes é uma das maiores fabricantes de lentes de contato do país, com mais de 160 funcionários diretos e indiretos e uma rede de distribuição que atende todo o mercado nacional.

 

© Acervo familiar

 

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