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A óptica no mundo

Google Glass de marca

Google e Luxottica anunciam a união de forças para o desenvolvimento de uma nova geração do Glass, os óculos do Google. A parceria estratégica promete ser um passo e tanto no avanço do segmento de tecnologia vestível, os acessórios pessoais que incorporam sensores, telas e outras tecnologias digitais.

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Muito em breve, a expressão “vestir os óculos” ganhará um sentido mais amplo, especialmente se esses óculos forem Ray-Ban ou Oakley. É que a corporação italiana Luxottica, detentora das duas marcas de óculos, trabalhará em conjunto com o norte-americano Google na criação de novas versões do Google Glass, seu smart glasses, produto lançado há pouco mais de um ano e que rapidamente se tornou o ícone da tecnologia vestível.

A novidade veio a público em 24 de março por meio de comunicados oficiais das duas empresas. A fim de criar inovadores ícones da tecnologia vestível, Luxottica e Google reunirão um time de experts como profissionais de tecnologia e óptica, além de designers de óculos, dedicados exclusivamente ao novo projeto. A corporação italiana colocará duas de suas marcas mais emblemáticas a serviço dessa parceria: Ray-Ban e Oakley – essa última, aliás, pioneira no segmento de tecnologia vestível ao lançar há quase uma década óculos dotados de tocador de MP3 e telefone (modelos como Thump, O Rokr e Razrwire), graças a uma parceria com a Motorola.

Segmento emergente – “A parceria com um líder como o Google é a plataforma ideal para desenvolver novas frentes no mercado e responder às crescentes necessidades dos consumidores em uma escala global”, definiu o CEO (do inglês, “Chief Executive Officer”, sigla que denomina o cargo de diretor executivo) da Luxottica, Andrea Guerra.

Já o vice-presidente do Google e chefe do Google X, a divisão responsável pelo Google Glass, Eric “Astro” Teller, comentou sobre o entusiasmo com essa nova parceria, que “impulsionará o Google Glass e ampliará as possibilidades da indústria com o emergente segmento dos óculos inteligentes”.

Exatamente um ano atrás, a VIEW 130 publicou uma matéria sobre a “materialização” de um conceito que vinha sendo falado há meses, mas pouco se sabia sobre os seus predicados (foi lançado a um público muito restrito em abril de 2012). O Google Glass montado na armação de titânio sem lentes era apenas o que se sabia, já que até aquele momento o gigante da internet não tinha revelado detalhes de sua operação, até que realizou um concurso no Twitter para eleger 8 mil “Exploradores” (é a forma como o Google denomina os usuários do Google Glass) para testar seu primeiro modelo. Naquela altura é que a empresa passou a disponibilizar as informações sobre o produto em seu site (www.google.com/glass/start). Em janeiro, lançou uma versão com armação e anunciou a possibilidade do uso de lentes oftálmicas graduadas.

Em uma loja perto de você – A parceria entre as duas corporações é de fato estratégica, já que, além do desenvolvimento conjunto de uma nova geração do Glass, o Google contará com a rede de varejo da Luxottica, que fechou 2013 com mais de 7 mil pontos de venda em boa parte do planeta, para distribuir seus óculos. Isso deve ocorrer tão logo o Google esteja pronto para comercializar seus produtos em larga escala.

A novidade veio sem data de lançamento. Segundo o Google, no simpático comunicado postado na página do Google Glass em sua rede social, o Google+, “você não verá o Glass no seu Oakley ou Ray-Ban favorito amanhã, mas hoje marca o início de um novo capítulo no design do produto”.

 

Em janeiro, uma versão mais “palatável” do produto com aros e possibilidade de aplicação de lentes oftálmicas graduadas

Em janeiro, uma versão mais “palatável” do produto com aros e possibilidade de aplicação de lentes oftálmicas graduadas

Retrato: o Google Glass em si

Retrato: o Google Glass em si

© Divulgação

Essilor Instruments USA

Fusão com Stereo Optical
A corporação francesa anunciou em fevereiro a fusão de seus dois negócios de equipamentos em solo norte-americano, a Essilor Instruments USA e a Stereo Optical, que passará a operar em sua unidade de Chicago – até então, a primeira tinha como sede a cidade de Germantown, estado de Wisconsin.

A Essilor Instruments USA comercializa máquinas para produção de lentes e suprimentos, enquanto a Stereo Optical atua no segmento de testes visuais, medicina ocupacional etc. A criação de uma única divisão de instrumentos, maior e mais forte, já é reflexo dos ambiciosos planos de crescimento no mercado norte-americano que a Essilor tem para os próximos anos.

VCI

Empresa das invenções
Inventor no segmento de óptica e empresário, o norte-americano Ron Blum lançou um empreendimento online para profissionais que militam nessa área. Chamado VisionCareInventing.com (VCI), é descrito por Blum como “uma troca de conhecimento interativa dedicada a identificar, apoiar e promover as mais inovadoras e impactantes invenções e inventores ópticos”.

Blum, que também é optometrista, é presidente e CEO (do inglês, “Chief Executive Officer”, sigla que denomina o cargo de diretor executivo) da VCI. Entre suas realizações, tem 500 patentes emitidas ou aplicações de patentes pendentes mundialmente de produtos que inventou, co-inventou ou geriu a invenção e o desenvolvimento, incluindo um colírio para presbiopia e óculos com foco eletrônico. Como empresário, Blum fundou ou foi sócio de mais de dez empresas na área de cuidados visuais, entre elas PixelOptics, Innotech e The Egg Factory.

Essilor

Oferta de compra vetada
O órgão regulador das atividades do comércio na Coreia do Sul, o South Korea’s Fair Trade Commission (FTC), rejeitou a oferta da Essilor Amera Investiment, parte da Essilor International, para a aquisição da Daemyung Optical, fabricante local de lentes oftálmicas. Segundo o jornal Korea Times, o argumento do FTC era de que a medida poderia dificultar a concorrência no mercado.

Respondendo à decisão da comissão, um porta-voz da Essilor disse à equipe do VMail, o informativo virtual do Vision Monday, publicação da Jobson Publishing, que “a Coreia é um caso muito específico, visto que a participação de mercado da empresa nesse país é alta. A Essilor fez a tentativa de comprar, mas sabendo desde o início que as chances de sucesso seriam limitadas por conta do contexto local. Seria justo dizer que a Essilor não concorda com a análise e as quotas de mercado utilizadas pela FTC”, explicou.

A corporação francesa assinou em janeiro do ano passado um acordo para adquirir 50% das ações da Daemyung e entregou seu pedido às entidades regulatórias do comércio sul-coreano dois meses mais tarde. Em 2002, comprou a Chemi Glass, concorrente da Daemyung. E, ao lado da Chemi Glass, também mantém a Essilor Korea e a Deco Vision como subsidiárias.

Se a oferta de compra da Daemyung tivesse sido aceita, a empresa passaria a dominar 66,3% do mercado local, o que significa que, em termos de participação de mercado, seria seis vezes maior que a segunda colocada, a Hanmi Swiss Optical.
Também segundo o Korea Times, o segmento de lentes oftálmicas no país corresponde a algo entre 600 bilhões e 700 bilhões de wons, a moeda local, e metade da população adulta usa óculos ou lentes de contato.

Hoya

Novos laboratórios
A corporação japonesa de lentes oftálmicas começou o ano expandindo sua rede de laboratórios nos Estados Unidos. O primeiro fica na costa leste do país, mais precisamente em Tempe, no estado do Arizona. E o segundo, na cidade de Jackson, capital do estado do Mississippi, sudeste do país.

Resultados financeiros

Safilo
As vendas líquidas da corporação italiana totalizaram € 1.121,5 milhão em 2013, queda de 4,6% em relação ao ano anterior (€ 1.175,3 milhão). As vendas líquidas da operação de atacado tiveram um decréscimo de 4,8% com € 1.041,5 milhão diante do € 1.094,6 milhão de 2012, enquanto as vendas do braço de varejo (a rede Solstice, nos Estados Unidos) mantiveram-se estáveis, fechando o ano em € 80 milhões. Já o lucro líquido do ano foi de € 39 milhões, 50,7% a mais que os € 25,9 milhões registrados no ano passado. A dívida líquida ficou em € 182,5 milhões, cerca de € 33 milhões inferior aos € 215,3 milhões contabilizados no final de 2012.

Segundo a empresa, houve um crescimento orgânico significativo ao longo do ano, que permitiu combater de forma eficaz dois temas dominantes: o impacto negativo das taxas de câmbio e a eliminação de marcas do portfólio em 2012, fato que gerou, particularmente, um alto volume de vendas no quarto trimestre do mesmo ano.
A performance de grifes como Gucci e Dior, que figuram no topo da pirâmide do portfólio da empresa, merece destaque, enquanto marcas como Jimmy Choo e Céline fizeram grandes progressos em todos os países. Já Tommy Hilfiger, Boss Orange e Marc by Marc Jacobs aumentaram sua penetração nas grandes redes e em novos mercados, enquanto o forte desempenho de Carrera foi impulsionado pelo desenvolvimento da linha de receituário em todos os países líderes.

Segundo a CEO, Luisa Delgado, “a prioridade tem sido crescer organicamente, de modo a substituir da melhor forma possível as licenças Armani por meio de um crescimento orgânico de base ampla, foco na rentabilidade do negócio, consolidando a solidez financeira do grupo. A Safilo tem alcançado esses objetivos, mostrando que seu portfólio de marcas é altamente diversificado e competitivo, a empresa é ágil e resistente e as oportunidades de desenvolvimento de novos negócios são muitas”.

Luxottica
A corporação italiana Luxottica anunciou um novo recorde de vendas líquidas de mais de € 7,3 bilhões em 2013, aumento de 7,5% a câmbio constante e de 3,2% a taxas de câmbio atuais comparado ao ano anterior. Tais números são reflexo da performance positiva de suas duas divisões (atacado e varejo) e fruto de excelentes resultados pelo terceiro ano consecutivo em mercados emergentes – com um crescimento de mais de 20%, a taxas de câmbio constantes -, destacando-se China, Brasil e Turquia.
As vendas totais do grupo na América do Norte subiram 3,5% (em dólar), impulsionadas, em especial, pelo desempenho da divisão de atacado. Na Europa, houve um crescimento de dois dígitos nas vendas líquidas, batendo os 11%.

O lucro líquido aumentou 2% em comparação a 2012, fechando em € 544,7 milhões, mas o lucro líquido ajustado cresceu 10% em comparação com o ano anterior (€ 617,3 milhões).

A divisão de atacado cresceu constantemente a cada trimestre ao longo de 2013, com crescimento total de 7,9% nas taxas de câmbio atuais em comparação ao ano anterior.

Já a divisão de varejo registrou vendas líquidas de € 4.321 milhões, total semelhante ao de 2012. A Sunglass Hut relatou evolução de 11,2% nas vendas líquidas totais em relação ao período anterior, a taxas de câmbio constantes. O varejo também continuou a obter resultados sólidos em mercados emergentes, com crescimento de dois dígitos na China e em Hong Kong. Sobre a operação de varejo na América do Norte, a empresa declarou que “2013 foi um ano de transição para a LensCrafters, que registrou um aumento de 1% nas vendas e um aumento progressivo na rentabilidade”.

De acordo com o CEO, Andrea Guerra, “a Luxottica teve mais um ano recorde, alcançando os melhores resultados: mais de € 7 bilhões em vendas líquidas, mais de € 1 bilhão em lucro operacional, mais de € 600 milhões em lucro líquido ajustado. Esses resultados, mais uma vez apresentam a capacidade de alavancar os motores de crescimento do grupo e as oportunidades disponíveis na indústria óptica, que ainda é jovem e tem enorme potencial de crescimento”.

Guerra acrescentou: “acredito que 2014 será uma evolução natural do ano que acaba de terminar. A Luxottica tem seu roteiro de crescimento muito claro. O portfólio de marcas é cada vez mais forte: a Ray-Ban continua sendo um líder mundial em sua categoria e a Oakley tem tido excelentes resultados na Europa e nos mercados emergentes”.

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