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A óptica no mundo

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Safilo

Conselho ampliado

Subiu para nove o número de membros do conselho de acionistas da Safilo, que foram anunciados em uma reunião de acionistas, e se mantêm no cargo até a aprovação dos relatórios financeiros de 31 de dezembro de 2014. No comando da empresa nada muda, já que o executivo italiano Roberto Vedovotto foi mais uma vez nomeado como CEO [do inglês, “Chief Operating Officer“, sigla que denomina o cargo de diretor executivo]. A Safilo tem a Multibrands Italy B.V. como sua maior acionista, com 42,23% dos papeis, que, por sua vez, é representada no conselho por Robert Polet e é controlada pela investidora Hal Holding.

Cinefashion

Ícones da telona

Quem não se lembra dos óculos estilo aviador usados por Tom Cruise em Top gun? Ou das lentes que enlouqueceram o professor Humbert Humbert no filme Lolita? Usados para mostrar uma imagem refletida nas lentes (como em Matrix), dar um ar futurista – exemplo dos vídeo-óculos de De volta para o futuro – ou caracterizar personagens cheios de estilo, como Os irmãos cara de pau, os óculos solares são um artifício e tanto para os diretores e figurinistas de cinema, além de acabarem criando tendência entre o grande público. Mas será possível nomear os estilos e marcas de alguns dos solares mais famosos do cinema nos últimos 50 anos? O desafio está no vídeo Iconic movie sunglasses (do inglês, algo como “Solares icônicos do cinema”) do site norte-americano Found Item Clothing (www.founditemclothing.com/itgoesto11/archives/8578).

 

Os irmãos cara de pau

 

Matrix

 

De volta para o futuro

© Divulgação

 

Altair

Anne Klein em novas mãos

A marca norte-americana Anne Klein passa a integrar o portfólio da Altair, divisão da norte-americana Marchon Eyewear. A licença mundial para criação, a produção e a distribuição das armações de receituário e dos óculos solares passa a valer em 1º de janeiro – até então, a marca estava nas mãos da Luxottica – e o lançamento da primeira coleção foi anunciado para a feira novaiorquina Vision Expo East, em março.

 

 

© Divulgação

 

Luxottica

Del Vecchio vende ações

A Delfin S.a.r.l., empresa que é acionista majoritária da Luxottica de propriedade do fundador e presidente do conselho de administração da corporação italiana, Leonardo Del Vecchio, vendeu 3,8% dos papeis da empresa. Mas a mudança não é tão radical quanto parece: Del Vecchio, que possuía 65,9% das ações, passa a ter 62,1% e não tem intenções de deixar o posto de maior acionista.

De acordo com Del Vecchio, a venda tem como objetivo “aumentar a liquidez das ações no mercado” e garantiu também que a Delfin continuará comprometida em “garantir a estabilidade da Luxottica e seu crescimento em longo prazo” e que “não está pensando em outra venda.” A empresa comercializou 18 milhões de ações ordinárias por meio da oferta de intenções entre os investidores institucionais. As ações foram vendidas a € 27 cada, totalizando € 486 milhões.

 

Persol

Prêmio em Veneza

Anualmente, para fazer jus à sua vocação cinematográfica, a Persol homenageia uma lenda do cinema com o prêmio do Festival de Veneza que leva o nome da marca. A edição de 2012, a oitava da premiação, homenageou o norte-americano Michael Cimino, diretor do filme O Franco-Atirador, obra que conquistou o Oscar de filme e diretor em 1978.

O cineasta já trabalhou com ícones como Clint Eastwood e dirigiu o filme de ação O Siciliano, que conta a história do mafioso Salvatore Giuliano, interpretado por Christopher Lambert, e se passa na terra da italiana Persol. A empresa tem uma ligação especial com o cinema desde os anos 1960: os óculos da grife já foram usados por astros icônicos da telona, como Marcello Mastroianni, Greta Garbo e Steve McQueen.

 

Michael Cimino: o cineasta homenageado pela Persol durante a edição 2012 do festival de cinema de Veneza

 

Vision Expo West

O balanço da edição 2012

A julgar pelos corredores e as salas de conferência cheias da Vision Expo West, tudo leva a crer que a crise financeira já não abala o mercado óptico norte-americano. Nos três dias de feira (entre 6 e 8 de setembro), mais de 12 mil profissionais compareceram ao evento, realizado no Sands Expo & Convention Center, em Las Vegas.

O Optimum Program, que promove encontros entre expositores e compradores em potencial, cresceu 22% e a feira ganhou 11 novos parceiros profissionais. O diretor executivo da REM Eyewear, Mike Hundert, acredita que a edição de 2012 foi uma das melhores para a empresa, já que os pedidos subiram 25% em comparação ao ano passado. Já a vice-presidente da Luxottica para os Estados Unidos, Milena Cavicchioli, também ficou contente com o resultado: “a empresa atingiu os objetivos e os resultados gerais foram superados”.

A executiva da ClearVision, Mary Rose Jaszczynski, avalia que “muitas pessoas têm consciência de que a vida e os negócios devem continuar. Por isso, estão comprando o que é apropriado para seus negócios.” A empresa é uma das quase 475 expositoras da edição de 2012, que mostraram produtos de 5 mil marcas. A edição de 2013 já tem data marcada: 2 a 5 de outubro.

 

 

 

Olhos com estilo

Marketing Viral

Batizada de “Eyes on style” (do inglês, algo como “olhos com estilo”), uma série de seis vídeos “cairá” mensalmente na internet, de setembro a fevereiro, para divulgar o poder dos óculos como acessório que comunica estilo. O primeiro tem como tema a volta às aulas – no hemisfério norte, o ano letivo tem início em setembro – e dicas de armações de receituário para caracterizar o visual. Três deles serão apresentados pelo guru de moda e diretor criativo da Elle Estados Unidos, Joe Zee, e os outros três, pela estilista norte-americana Whitney Port, dona da marca Whitney Eve. Um canal no Youtube (www.youtube.com/show/eyesonstyle) com direito a legendas, inclusive em português, reunirá todos os vídeos.

 

Visão global da óptica

O presidente e CEO da Essilor, o francês Hubert Sagnières, concedeu uma entrevista a vice-presidente sênior e diretora editorial da Jobson Optical Group, Marge Axelrad, que circulou no jornal norte-americano Vision Monday. A VIEW, parceira da Jobson norte-americana, publica com exclusividade nesta e nas próximas páginas os melhores momentos dessa conversa em que o executivo revela a sua visão global da indústria óptica sob uma perspectiva única.

Texto em inglês Marge Axelrad
Tradução Fabrizio Del Ducca
Edição Andrea Tavares


Há dois anos no cargo de CEO [do inglês, “Chief Executive Officer“, sigla que denomina o cargo de diretor executivo] e desde janeiro acumulando as responsabilidades de presidente do Conselho de administração, o francês Hubert Sagnieres comanda uma multinacional da indústria óptica que soma 50 mil funcionários distribuídos por mais de 100 países. Sua carreira na corporação francesa começou em 1989 como diretor internacional de marketing. De 1991 a 1996, atuou como presidente da filial canadense e, em 1996, assumiu a presidência da divisão de laboratórios nos Estados Unidos, a Essilor Laboratories of America e, então, passou a presidente da filial norte-americana até 2005. De 2006 a 2009, tornou-se presidente da Europa e da América do Norte e em 2008 foi nomeado a COO [do inglês, Chief Operating Officer, sigla que denomina o cargo de diretor de operações].

Tamanha atuação global proporciona a Sagnières uma perspectiva única sobre a fabricação e a distribuição de produtos ópticos em todo o mundo. Nesse encontro com o Vision Monday, Sagnières abordou várias questões em alta nesse momento atual da óptica. Entre elas, a ampla gama de necessidades não atendidas relacionadas aos cuidados com a visão em todo o mundo, a missão de inovação da Essilor, a aplicação de novas tecnologias nos mercados norte-americano e mundial, as iniciativas de novos produtos, as contínuas participações efetuadas pela Essilor e o desejo da empresa de aumentar as suas iniciativas de sustentabilidade social.

Levando-se em conta os cuidados com a visão ao redor do mundo, qual é a direção da Essilor nesse sentido?

A óptica é um mercado de sorte, pois trabalha com algo que todos precisam: uma boa visão. Atualmente, há 7 bilhões de pessoas no mundo e, desse total, 4,2 bilhões necessitam de correção visual e esse é o foco.

Durante mais de 160 anos, a Essilor tem focado na melhoria da visão e investe toda sua energia a fim de construir um negócio bastante sustentável em longo prazo. E voltando àqueles 4,2 bilhões de pessoas, 1,7 bilhão tem a visão corrigida e os demais 2,5 bilhões não.

A Essilor está desenvolvendo uma ação mundial para esses dois grupos da população. Depois, posso falar mais sobre as iniciativas para cuidar da visão desses 2,5 bilhões por intermédio de empreendedorismo social e instituições, que são pontos muito distintos, mas, quando se foca no 1,7 bilhão de pessoas, este é o lugar em que a Essilor, com seus mais de 50 mil funcionários, está realmente trabalhando todos os dias.

Em razão de a economia ser a grande questão mundial nos últimos anos, você se mantém otimista sobre os negócios daqui para frente?

Sim, bastante otimista tanto em relação ao mercado quanto à Essilor. O que tenho visto nos últimos anos é que, quando a economia está em crise, quando as coisas não estão tão bem, as pessoas ficam atentas ao que é importante para elas e ter uma boa visão é algo importante. Há duas velocidades no mundo e o que ocorre na economia também ocorre no mercado óptico.

Há países desenvolvidos crescendo em um ritmo mais lento. Nações com crescimento acelerado, como Índia, China, países asiáticos e latino-americanos estão recuperando o atraso, pois uma enorme fatia da população passou a ter acesso a uma renda maior. Uma característica específica do mercado óptico é que, mesmo nos países desenvolvidos, as principais categorias de produtos às vezes são sub-representadas.

Por exemplo, compare o que está ocorrendo agora na China ou em toda a Ásia, onde as lentes anti-reflexo têm entre 80% e 95% do mercado. Já os Estados Unidos estão atrasados nessa categoria; quando a Essilor lançou a Crizal em 1992, o mercado de anti-reflexo era, na época, de 6% ou 7%. Subiu para 35%, mas ainda é baixo, porque indica que dois entre três norte-americanos não tem a sua visão protegida dos reflexos indesejáveis. Pode-se dizer o mesmo das lentes progressivas: os Estados Unidos são o único país no mundo em que uma em cada duas lentes para presbiopia é bifocal.

Um dos meus sonhos, especificamente para os Estados Unidos, é garantir que a indústria fabrique produtos de excelência. O desenvolvimento dessa categoria no país é muito lento. Todos os líderes do mercado deveriam apoiar essa tendência a fim de acelerar a implantação de uma melhor visão no país.

O que tem inibido o desenvolvimento desses produtos em mercados consolidados e o que facilitaria o seu crescimento?

A mudança de comportamento. As pessoas estão usando mais computadores, esforçando-se para ter uma vida melhor e isso faz com que prestem mais atenção à visão. Nos países desenvolvidos, as pessoas dizem que “as coisas são difíceis, preciso me concentrar no que é importante. A visão é fundamental. Vou reduzir meu orçamento em algumas coisas, mas não vou economizar na minha visão”.

A China apresenta um enorme crescimento em lentes para crianças em idade escolar, pois os pais estão dando atenção à educação de seus filhos. Outras tendências nos últimos anos, graças à tecnologia, são a customização e a personalização. A surfaçagem digital permite lentes mais personalizadas.

De que forma a Essilor usa as novas tecnologias para auxiliar os profissionais a oferecerem melhor seus serviços?

Todos têm o papel de educar, educar e educar para ter certeza de que os consumidores entendam que há várias lentes novas que lhes permitirão viver melhor porque irão enxergar melhor.

Uma das mudanças no estilo de vida que você mencionou é que as pessoas estão usando mais computadores, o que traz à tona o tema do comércio virtual. Como é a atuação da Essilor nesse segmento?

Há alguns anos, a Essilor lançou o VisionWeb [site que atende o mercado óptico norte-americano em termos de tecnologia fundado pela Essilor em parceria com a Johnson & Johnson em 2000 e que hoje concentra muitas outras empresas como Marchon, Transitions etc.], quando muita gente ainda era cética sobre como a internet poderia mudar o mundo. O primeiro ponto importante é que a internet facilita a comunicação e a troca de informação e dados com consumidores, oftalmologistas, ópticos e entre as empresas. A internet simplificou a maneira de fazer negócios na óptica.

Outro ponto-chave diz respeito à informação e à educação. As pessoas em geral não entendem muito sobre óculos. Um bom exemplo foi o lançamento das lentes Optifog ano passado na Europa e em Cingapura, feito somente por meio de vídeos e no YouTube, e que se tornou um sucesso com a campanha Foggy moments [do inglês, algo como “Momentos nebulosos”]. Com a internet, fica-se muito mais próximo dos consumidores e pode-se explicar os benefícios em detalhes. Estou encantado com o aumento do número de cliques nos sites de Varilux, Optifog e Crizal, diariamente em todo o mundo. Na China, na Índia, em todos os lugares. É totalmente universal.

A internet continua sendo a principal fonte de informação para os consumidores sobre a visão e essa é sua principal função ou, com o passar do tempo, a distribuição de produtos pela internet irá crescer?

Antes de tudo, vem a informação. Eu ficaria surpreso de ver as pessoas comprando óculos hoje em dia sem antes ter pesquisado na internet sobre a qualidade do produto, o perfil da empresa, ver o que ela produz, se é socialmente responsável etc. A internet, em um primeiro momento, se presta a informar ou dar segurança ao consumidor.

Mas não dá para esquecer que, sendo um canal de vendas, o mercado é sobre cuidados visuais e todas as pessoas precisam se consultar com especialistas da visão. Precisam ter seus olhos avaliados a cada ano. O que é bem diferente de comprar sapatos, roupas ou qualquer outro tipo de produto online.

Talvez daqui a dez anos a internet se torne um canal como os outros, mas todos terão de continuar a visitar os especialistas de cuidados da visão uma vez por ano. Isso é fundamental.

A Essilor cresceu tanto organicamente como por meio de muitas participações. Você pode antecipar algumas mudanças ou a empresa vai prosseguir em ambas as frentes quando o assunto é crescimento?

Existem duas frentes de crescimento quando se é uma empresa que atua em um único segmento feito a Essilor: de um lado, inovação para fornecer produtos e serviços muito melhores e, por outro lado, a fragmentação do mercado óptico em todo o mundo. Mundialmente, deve haver cerca de 2 mil a 3 mil distribuidores e laboratórios. Uma indústria tão vital quanto a da visão, seja para a vida das pessoas ou para o poder das economias, tem muito menos poder quando está fragmentada.

Então, a Essilor começou uma estratégia passo a passo há 20 anos, não exatamente de crescimento, mas para responder “sim” a empreendedores locais que quisessem fazer parceria e continuar a desenvolver seus negócios. Então não se trata de fazer aquisições. São parcerias com empreendedores locais que desenvolveram negócios bastante sólidos. Sendo assim, continuam a desenvolver as suas empresas, mas agora com um parceiro que possa lhes oferecer ainda mais meios em termos de recursos humanos, finanças ou tecnologia. Isso é algo que a Essilor vai continuar fazendo porque o mercado é realmente fragmentado.

Qual a posição da Essilor em relação à inovação?

Não é possível permanecer em um mercado fazendo um tipo de produto, por mais de 160 anos, sendo o líder desse mercado, sem inovar constantemente em produtos e serviços. Hoje, 45% das vendas da Essilor são de produtos que não existiam há quatro anos e não há muitas empresas que podem dizer o mesmo.

Essa foi uma meta que você estabeleceu?

É uma meta baseada no reconhecimento de que há uma enorme necessidade de melhorar a visão. As bifocais foram inventadas há 300 anos e ainda estão no mercado, principalmente nos Estados Unidos, por isso, é preciso inovar para garantir, por exemplo, que os norte-americanos troquem as bifocais por lentes progressivas.

A Essilor investe anualmente cerca de US$ 200 milhões em inovação, em pesquisa e desenvolvimento, a fim de assegurar a contínua oferta de novos produtos que atendam as necessidades dos consumidores.

E inovação tem de estar relacionada a muitos aspectos além de pesquisa e desenvolvimento, como canais de distribuição ou programas para seus clientes. Você não acha?

Sim, definitivamente. A Essilor foi considerada a 28ª empresa mais inovadora do mundo pela revista norte-americana Forbes em 2012. Não se trata apenas de produto, mas produtos, serviços, governança, são muitas as áreas que a revista observa para montar esse ranking. Quando se é um líder como a Essilor, em um mercado grande, mas não tão grande, a única maneira de realmente ter certeza de que os negócios estão se desenvolvendo é inovar constantemente e a Essilor tem a sorte de ter tantas necessidades do consumidor não satisfeitas.

Há alguns meses, venho falando sobre a Optifog pelo mundo afora e as pessoas me dizem: “você está certo. Ela não existia antes? Por quê? Isso é tão óbvio. Por que você esperou até 2012 para lançar uma lente como essa?”. É a tecnologia. Há 20 anos, era impossível fazer uma lente Optifog. O crescimento da nanotecnologia permitiu que os pesquisadores da Essilor encontrassem uma fórmula para um tratamento de lentes que era impossível até então. Sendo assim, a inovação está diretamente ligada à observação do que está ocorrendo em várias partes do mundo e como se pode “ligar os pontos” e desenvolver estratégias para a nossa empresa.

Em relação às inovações da Essilor, especificamente no mercado norte-americano, quais são ou serão os produtos com crescimento mais acelerado?

As lentes Optifog e Crizal-UV, definitivamente.

As informações sobre os raios ultravioleta têm chegado ao consumidor de diversas maneiras e a Transitions desempenha um papel importante ao abordar essa questão. Mas com a Crizal UV, a Essilor agora está trazendo à tona a importância de proteger também a face interna das lentes para garantir uma proteção mais efetiva. Você vê isso como uma questão global?

Os raios ultravioleta estão em todos os lugares, todo o tempo. Então, primeiro de tudo, se uma pessoa não usa óculos de grau ou solares, está exposta a toda a radiação ultravioleta possível. Se usa óculos, tem proteção na face externa de suas lentes, mas a questão é que 40% dos raios ultravioleta são refletidos na parte interna das lentes e se concentram na retina.

Fale sobre a novidade do sistema de classificação do nível de proteção das lentes oftálmicas, o FPS-O (Fator de proteção solar ocular para lentes).

Nunca existiu um indicador para informar ao consumidor se seus óculos são bons ou ruins, então a Essilor o desenvolveu e vai implementá-lo no mundo inteiro.

Assim como o fator de proteção solar, que todas as empresas desse setor adotaram, você espera que outras corporações do mercado óptico adotem o conceito do FPS-O em algum momento?

Certamente. É uma escala para todos.

Nunca houve tantas pesquisas de universidades, centros econômicos, das Nações Unidas e da Organização Mundial da Saúde explicando o custo para a economia mundial causado pela falta de visão. Não havia isso há alguns anos. Essa ligação dos pontos entre a importância de realmente ver bem e o custo na vida, na família, na empresa, no país, agora parece ser um ponto-chave. O que você acha disso?

Nesse momento, todo mundo está olhando para todos os pontos que podem melhorar a saúde e também reduzir os custos em todos os países e em todas as economias. Então, quando os economistas olham para o custo da deficiência visual, o custo das pessoas ficando cegas ou tendo seus olhos expostos a um nível muito alto de raios ultravioleta e coisas do gênero, reconhecem que a falta de visão é realmente um custo.

Tratando de sustentabilidade, voltemos aos 2,5 bilhões da população mundial que precisa ter sua visão corrigida, mas ainda não tem sobre as quais você mencionou no início desta entrevista. Há várias organizações que tentam atender as necessidades das pessoas com correção visual não detectada. Fale sobre as iniciativas da Essilor.

Há iniciativas em caráter global e nos Estados Unidos. Há alguns anos, foi criada a Essilor Vision Foundation, especificamente dedicada às crianças, lançando programas em todos os Estados Unidos e usando a força dos 10 mil funcionários no país.

Cada país tem algumas iniciativas dedicadas a melhorar a visão nesse segmento da pirâmide. Algumas são instituições como a Essilor Vision Foundation, outros são ações de empreendedorismo social, como o Rural Marketing Project, na Índia. A Essilor acredita que é parte de sua missão desenvolver isso em todo o mundo.

Que estrutura a empresa tem para todas essas iniciativas?

Há uma divisão de Sustentabilidade Corporativa. Em 2012, a Essilor está colocando mais recursos em todas essas iniciativas internamente, mas também por meio de parceiros em alguns países.

A Essilor Vision Foundation tem atuação global?

Fica nos Estados Unidos, mas está se tornando mais global. Nesse exato momento, passa-se por um processo de unificação em todo o mundo, porque a Essilor tem uma grande quantidade de iniciativas locais sob muitos nomes. O primeiro passo foi a criação desse grupo de sustentabilidade há mais de dez anos.

 

“Todos têm o papel de educar, educar e educar para ter certeza de que os consumidores entendam que há várias lentes novas que lhes permitirão viver melhor porque irão enxergar melhor.”

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