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A óptica no mundo

Marcolin

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Novo CEO

Em fevereiro, o vice-presidente da Marcolin, Vito Varvaro, poderá ocupar apenas as suas funções na empresa, já que desde setembro também atuava como CEO (em inglês, “Chief executive officer”, sigla que denomina o cargo de diretor executivo) após a saída de Massimo Saracchi. Quem chega para assumir a posição é o italiano Giovanni Zoppas, que começou sua carreira na área financeira da Benetton.

 

 

Bausch+Lomb

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Pesquisa reveladora

O que vai nas lentes de contato? Um estudo realizado em agosto, na Inglaterra, pela Bausch+Lomb mostrou que as soluções de limpeza específicas estão longe de ser o único liquido que os usuários empregam em suas lentes de contato. Há quem tenha confessado usar óleo de bebê, Coca-cola, cerveja, limonada, suco de frutas, manteiga, entre outras substâncias curiosas.

Foram entrevistados 2 mil adultos e 20% deles disseram que já ter lançado mão de algum desses incomuns e perigosos lubrificantes antes de colocar as lentes em seus olhos. E uma porcentagem ainda maior disse já ter usado água de torneira e saliva. Por mais que saliva e água soem inofensivas, a boca de um ser humano contém entre 500 e 600 diferentes tipos de bactéria e tanto a água de torneira quanto a destilada podem ter micro-organismos que causam danos aos olhos, inclusive os associados à queratite, infecção na córnea resistente e tratamento.

 

Marchon

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De casa nova

Em novembro, a Marchon se mudou oficialmente para sua nova sede internacional, situada no número 201 da Old Country Road, em Melville, no estado de Nova Iorque. O prédio tem 62 mil metros quadrados e abriga 225 funcionários, que antes se dividiam entre dois endereços. Ali estarão os departamentos jurídico, financeiro, de tecnologia da informação, administração, recursos humanos, administração e operação de marcas, suprimentos, relações públicas e criação. Há também áreas designadas para reuniões virtuais, salas para eventos e exposição de coleções, tudo projetado para aproveitar ao máximo a luz natural e barrar sons incômodos.

 

 

Essilor

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Sagnieres, presidente e CEO

Em um encontro do conselho diretivo ocorrido no fim de novembro, a Essilor International decidiu que Hubert Sagnieres passará a acumular os cargos de CEO (em inglês, “Chief executive officer”, sigla que denomina o cargo de diretor executivo) e presidente a partir de janeiro. O até então presidente, Xavier Fontanet, seguirá como membro do conselho.

Foi o próprio Fontanet que, em maio, durante um encontro de acionistas, defendeu o ponto de vista que a Essilor deveria voltar a seu tradicional modelo de gestão, com um único executivo nos dois cargos, separados desde janeiro de 2010, com a entrada de Sagnieres, que contabiliza 22 anos de experiência na corporação francesa.

 

 

Oakley

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Coleção olímpica

A Oakley divulgou a parceria com o Comitê Olímpico norte-americano para desenvolvimento e lançamento da linha Team USA (do inglês, algo como “Time Estados Unidos). Além de equipar os atletas e os para-atletas da equipe do país de Barack Obama com óculos, máscaras e acessórios para garantir a melhor performance visual nas competições, poderá comercializar os produtos com a mesma tecnologia para o mercado consumidor sob a marca olímpica Team USA.

Inicialmente, a coleção da marca será composta por quatro modelos solares masculinos e dois femininos, todos com as cores do país e o logo gravado a laser nas lentes. A coleção será vendida no site da Oakley nos Estados Unidos, no da delegação olímpica e em lojas credenciadas.

 

 

Safilo

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Contrato com a Céline

Mais uma nova grife aporta na Safilo para fechar 2011. Um contrato de licenciamento multianual, válido a partir de janeiro, foi firmado com a casa de moda francesa Céline para produção e distribuição de sua coleção de óculos – até dezembro, a licença da grife pertencia à De Rigo.

Fundada por Céline Vipiano em 1945, a grife foi adquirida pelo conglomerado francês de marcas de luxo e moda LVMH em 1996 e atualmente tem garantido repercussão junto à imprensa especializada e ao público fashionista por conta do trabalho da atual diretora de criação, a britânica Phoebe Philo, há três anos no cargo. Em 2010, Phoebe conquistou o prestigioso prêmio do Council of fashion designers, o Conselho norte-americano de estilistas na categoria de fashion designer internacional.

Ao assinar a licença com a maison Céline, a Safilo estreita ainda mais seus laços com o LVMH, cuja relação já se dá por conta do licenciamento de grifes como Dior e Marc Jacobs.

A nova coleção deve ser lançada ainda em janeiro em alguns países.

Alain Mikli

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Novo CEO

A corporação do designer óptico francês tem novo comando. Foi anunciada em novembro a contratação do executivo italiano Antonio Bortuzzo, que assume como CEO (em inglês, “Chief executive officer”, sigla que denomina o cargo de diretor executivo).

Caberá a Bortuzzo, executivo com experiência de quase uma década no mercado óptico (cinco anos de Marcolin e três anos de Allison), o crescimento das operações e o fortalecimento da identidade da marca. A proposta é operar em quatro frentes para desenvolver a marca: produto (aumento de vendas sem o comprometimento do DNA Mikli, fundado na originalidade do design, e ampliação da participação no mercado com lançamentos para as grifes Alain Mikli e Starck Eyes, além de desenvolver uma identidade genuína de marca para a Mikli par Mikli, a linha de difusão da casa, lançar a coleção em parceria com Jean Paul Gaultier em vários mercados e continuar investindo na identidade e no posicionamento de mercado da Vuarnet); varejo (seis lojas foram abertas nos últimos meses – Hong Kong, Taipei, Tóquio, Kioto, São Francisco e Los Angeles – e a meta é continuar a rápida expansão no varejo com foco nos países asiáticos e nos Estados Unidos); distribuição (reforçar a presença em cada área, especialmente na América do Sul e no Oriente Médio) e serviço ao consumidor (fortalecer seu compromisso de serviço junto ao consumidor final e ao varejo).

A contratação do executivo italiano é mais um passo rumo ao crescimento e à profissionalização da marca fundada pelo designer óptico francês em 1978, cuja reestruturação teve início em maio de 2009, quando entraram em cena o fundo de investimentos inglês Neo e o executivo francês com longa experiência no mercado, Dominique Alba. Com o novo arranjo, Alain Mikli e o fundo passaram a deter, cada, 47% das ações da empresa, e os restantes 6% ficaram com Alba.

Até então como CEO, Dominique Alba mantém-se como acionista e diretor. Nos dois primeiros anos sob essa nova configuração, o executivo francês trabalhou para criar estrutura financeira e desenvolver um plano estratégico a fim de acelerar o crescimento da empresa e a sua expansão em mercados-chave. Alain Mikli, por sua vez, passou a se ocupar exclusivamente da direção criativa, da comunicação e do desenvolvimento de produto.

Reforço na liderança: o italiano Antonio Bortuzzo (à esquerda) junta-se ao time já formado por Alain Mikli e Dominique Alba

B. Robinson

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Isaac Mizrahi na casa

A corporação norte-americana B. Robinson fechou contrato de licenciamento, desenho, produção e comercialização dos óculos de receituário e dos solares do criador novaiorquino, sob os nomes de Isaac Mizrahi e Isaac Mizrahi New York.

Mizrahi, que lançou sua coleção em 1987, afirmou que “nada é tão instantâneo para o estilo quanto um belo par de óculos. Se estão corretos, todo o resto acaba entrando nos eixos”. No portfólio da B. Robinson, também figuram marcas como Cynthia Rowley, Cole Haan, Izod, London Fog. As coleções de Mizrahi estarão disponíveis em setembro.

Agora na versão óculos: criação de 2010 do estilista norte-americano Isaac Mizrahi © Divulgação

Vision Council

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Solares esportivos: coisa de homens jovens

Um estudo recente da série VisionWatch, organizado e realizado pelo Vision Council, a principal entidade de óptica nos Estados Unidos, mostrou que ter e usar óculos solares esportivos é mais popular entre homens com menos de 45 anos e que praticam motocross ou atividades na neve, como snowboarding.

Com a ideia de mapear a popularidade e o uso de óculos solares para performance esportiva, o Vision Council entrevistou 8.221 compradores de óculos em agosto, sendo que 46% desse total tinham participado de alguma atividade relacionada a esportes de ação no ano anterior.

A pesquisa revelou algumas tendências. Por exemplo, quando perguntados sobre sua marca preferida de esportes de ação, a maioria (47%), disse que não sabia. No entanto, entre aqueles que citaram alguma marca, 23% informaram Oakley, o que a tornou, de longe, a mais popular. Em segundo lugar, veio a Ray-Ban, com 8% das menções.

Possuir óculos solares para performance esportiva é mais popular dentro do mesmo grupo que disse efetivamente praticar esses esportes e que é representado, em sua maioria, por homens jovens. Ao todo, 12% disseram que haviam comprado ou tinham óculos desse tipo. Os que já possuíam essa categoria de óculos solares eram mais comuns entre as pessoas de mais alta renda: 15% disseram já ter um par, contra 10% do grupo com renda menor. Os esportes mais praticados são motocross (37%), esqui na neve (31%) e snowboarding (30%). O lugar mais comum para comprar esses acessórios são cadeias de lojas de esporte (18%), seguido por pontos-de-venda próximos aos locais da própria prática do esporte (14%).

 

Ocular Nutrition Society

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Baby boomers não fazem exames oculares

Pesquisa realizada pela Sociedade norte-americana de nutrição ocular (Ocular nutrition society) detectou que as pessoas nascidas entre 1946 e 1964 (a geração batizada de “baby boomer”, título atribuído por conta da explosão de natalidade após a Segunda guerra mundial) se preocupam com a saúde visual, mas não fazem regularmente os exames necessários para manter os olhos e a visão em dia.

De acordo com o Instituto norte-americano do olho (National Eye Institute), entidade também norte-americana, nos próximos 30 anos o número de pessoas nos Estados Unidos que terá algum problema de saúde ocular duplicará exatamente por causa do envelhecimento dessa geração.

Os baby boomers se preocupam com a perda da visão, tanto quanto com doenças cardíacas e câncer, mas essa ansiedade não se traduz na forma de exames de rotina para os olhos. Mais precisamente, 55% se preocupam com perda da visão; 60%, com doenças cardíacas e 62%, com câncer. Enquanto 78% consideram a visão o mais importante dos cinco sentidos, apenas 43% visitam seu oftalmologista uma vez por ano.

A pesquisa Eye on the boomer (do inglês, algo como de “olho nos baby boomers”) foi realizada por telefone em todo o território norte-americano com 1.001 pessoas entre 45 e 65 anos e teve apoio de um fundo educacional da Bausch &Lomb.

 

Viva

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Novo executivo

Giovanni Pesce: executivo de atuação internacional para a Viva

A corporação norte-americana anunciou em fins de dezembro a contratação do executivo italiano Giovanni Pesce para o cargo de vice-presidente internacional sênior. Dono de extensa experiência no mercado, com passagens por Safilo e Luxottica, Pesce se reportará diretamente ao presidente da Viva, Frank Rescigna, e será o responsável pela estratégia e os resultados operacionais de todos os negócios da empresa fora dos territórios norte-americano e canadense.

Bausch+Lomb

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Aquisição na Argentina

A Bausch+Lomb comprou 100% das ações do Laboratorio Pfortner Cornealent SACIF, sediado na Argentina e detentor da Waicon, líder de mercado no país no segmento de lentes de contato e produtos para cuidados de lentes de contato. Com isso, a corporação norte-americana assume a liderança desse mercado.

A família Pfortner continuará a operar a rede de varejo óptico que leva seu nome (Pfortner) como uma companhia independente, sem relações com a Bausch+Lomb. Os termos do contrato ainda não estão finalizados, mas já se sabe que as duas empresas devem operar sob nomes separados até o final da integração.

O Laboratorio Pfortner foi fundado como um fabricante de lentes de contato em 1943, quando o óptico alemão Klaus Pfortner começou a confeccionar lentes de contato e próteses oculares na Argentina. Baseado nessa herança, seu filho Tomas abriu a Waicon Division em 1972, a primeira empresa a manufaturar lentes de contato hidrofílicas na América Latina.

 

Safilo

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Aquisição da Polaroid

Após anunciar dias antes a aquisição da Polaroid Eyewear, marca que pertencia à Stylemark, a Safilo anunciou a parceria com a Multibrands Italy a fim de obter aporte financeiro para concretizar a negociação – ambas empresas são controladas pela Hal Holding.

Essa estratégia garantirá à Safilo cerca de dois terços do valor necessário para a transação. Os principais termos financeiros da negociação dão conta de que a Multibrands Italy irá prover o empréstimo para a Safilo nos dias imediatamente anteriores à aquisição, em um montante de cerca de € 44 milhões, a fim pagar pouco mais da metade. A porção residual, de aproximadamente € 21 milhões, será financiada pela própria Safilo, por meio de dinheiro já disponível em caixa ou de facilidades de crédito. A transação está sendo analisada pelo órgão regulatório italiano, conhecido como Consob.

 

Alain Mikli

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Parceria com Jean Paul Gaultier

A Alain Mikli International anunciou um acordo de parceria com a maison Jean Paul Gaultier para o lançamento da coleção Jean Paul Gaultier by Mikli Eyewear Collection. A estratégia, que foi divulgada apenas como uma parceria entre amigos de longa data e não um acordo de licenciamento, traz o fashion designer francês de volta ao universo óptico, após o final de seu contrato de licenciamento com a italiana De Rigo, há cerca de três anos.

A nova coleção chega ao mercado norte-americano em janeiro nas butiques Alain Mikli e em um seleto grupo de ópticas – em setembro, por ocasião do salão francês de óptica, o Silmo, as lojas do designer óptico francês na capital parisiense já exibiam a nova linha em suas vitrines. A distribuição mundial ocorrerá pelos mesmos canais de distribuição da Alain Mikli International.

Amigos de longa data : Jean Paul Gaultier por Mikli

Luxottica, aos 50 parte 2

A VIEW publica nesta edição a segunda e última parte da entrevista que o diretor executivo da Luxottica, Andrea Guerra, concedeu à vice-presidente sênior e diretora editorial da Jobson Optical Group, Marge Axelrad, nos Estados Unidos, por ocasião do aniversário de 50 anos da corporação italiana. O executivo fala de internet, tecnologia de lentes, perspectivas para o futuro e o potencial de países emergentes como o Brasil.
em inglês Marge Axelrad Tradução Fabrizio Del Ducca e Edição Andrea Tavares

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Datas comemorativas são uma ótima oportunidade para fazer retrospectivas e falar de estratégias futuras. Qual sua visão da empresa para os próximos cinco anos? O que será diferente?

É uma sorte poder viver nesse período histórico. Há uma série de questões no mundo hoje, dentre elas financeiras, mas se a Luxottica chegou aonde está, vendendo mais de 60 milhões de peças por ano e atendendo, em média, um potencial de 1 bilhão de consumidores, não acho que existam muitos executivos de outras épocas que puderam dizer que nos próximos cinco anos, dez anos há um potencial extra de 2 bilhões de consumidores a ser atendido. Se a Luxottica foi capaz de atingir mais de 60 milhões de peças com 1 bilhão, imagine com um adicional extra de 2 bilhões de consumidores?

 

A que você atribui esse potencial?

Ao fato de os mercados emergentes não serem mais emergentes. Há pelo menos cinco, seis ou sete economias crescendo com taxas que ninguém poderia imaginar, tornando-se mercados tão grandes quanto alguns mercados europeus. Sem falar de tecnologias inovadoras conectando as pessoas ao redor do mundo, permitindo que tenham acesso a produtos e marcas que não pensavam um dia poder ter e que agora podem.

Além disso, há muitas oportunidades na personalização de produtos para o ocidente, diferentes estilos de vida, diferentes momentos do dia e da semana. E, como líder mundial que é, a Luxottica tem a responsabilidade de construir plataformas para atender necessidades, avaliar tecnologias e instalar pelo menos mais quatro ou cinco subsidiárias no mundo. Há hoje milhares e milhares de pessoas no Brasil, na China, na Índia, na Turquia e no México. Mas, mesmo estando lá, isso não significa que a empresa já seja local: é uma estrangeira que, nos últimos 15 anos, tem investido nesses países, oferecendo produtos, serviços e relacionamento. Mas há muito que fazer ainda.

 

O que uma empresa precisa fazer para ser vista por dentro e não por fora?

Muito investimento cultural, em pesquisa e infraestrutura. A China, por exemplo, está bem à frente dos países ocidentais em termos de tecnologia digital. Por isso, a Luxottica investe mais em mídias alternativas na China que na Europa ou nos Estados Unidos, muito mais.

 

E por “alternativas”, você quer dizer…

Nos os vemos como nativos digitais, que talvez não estejam mais assistindo tevê ou estejam fazendo a sua própria tevê na internet e navegam na internet mais do que nós. Ao lado dos Estados Unidos, a China é o segundo país com um site independente de Ray-Ban (http://china.ray-ban.com), diferentemente dos demais, que estão em um site geral, em um “menu” de países no site principal, o norte-americano (www.ray-ban.com).

 

Qual é a conexão com os óculos, a óptica e o que as marcas representam para esses consumidores chineses?

Percebo muitos hábitos ocidentais. O mercado de óculos solares na China era inexistente até alguns anos atrás e agora está crescendo rapidamente.

 

Você considera necessário construir novas bases de compreensão sobre certas marcas?

O tempo todo. É preciso conhecer os produtos e readaptá-los às necessidades específicas. Não são países com populações de 50 milhões ou 60 milhões, mas para uma audiência de 1 bilhão. Nos próximos cinco a dez anos, esses países poderão ser os maiores mercados da Luxottica. Já são anos trabalhando nesses locais e a Luxottica está começando a colher os benefícios desse investimento pioneiro.

 

É preciso comunicar sobre as marcas de forma diferente do que se fazia há cinco anos? E o que a mídia digital significa hoje para uma marca?

Saindo da Europa em direção aos Estados Unidos, a Luxottica percorreu um longo caminho gerenciando as marcas. Mas acho que, especialmente no mercado de solares, os Estados Unidos são o maior mercado emergente do mundo.

Considerando a fatia premium desse segmento de mercado, há um longo caminho a ser percorrido. Poderíamos nos sentar em 2016 para conversar e comentar como esse mercado dobrou, em comparação ao que era cinco anos antes.

 

A que você credita esse crescimento do mercado de solares?

Tem havido um esforço das marcas de luxo norte-americanas e internacionais; sua presença em shopping centers tem se expandido por todo o país. As marcas norte-americanas estão crescendo. Na tevê, diferentes estilos de vida são representados em séries como Sex in the city e Mad men, por exemplo. Hollywood está mudando e campeões esportivos divulgam óculos de um novo jeito. Olhando cinco anos para trás e tirando a crise econômica, pode-se ver nitidamente essa nova configuração impactando o mercado de solares de forma positiva.

 

Solares, moda, estilo de vida e meios de comunicação levantam questões sobre tecnologia e lentes. Esse é um segmento em que a Luxottica, nos últimos cinco a oito anos, promoveu mudanças cruciais. Como será o futuro?

Primeiro, houve o avanço enorme e inacreditável da tecnologia nos últimos três anos. As lentes oftálmicas digitais criaram um mundo completamente novo para os solares graduados, o que é muito diferente da época que, para se ter um par de solares com grau, podia-se escolher apenas entre 10% e 15% entre as peças de uma coleção.

Hoje, há quase todas as opções em solares por conta das lentes digitais. Já se pode ter um modelo solar com grau em uma base alta, muito envolvente, e em outras formas. É um mundo novo de opções. Para as pessoas da minha idade, então, isso representa uma mudança substancial no desempenho esportivo. E, obviamente, com a Ray-Ban e a Oakley no portfólio de marcas da empresa, isso é um foco.

A segunda grande mudança são as lentes polarizadas. É preciso entender como essas lentes específicas são compreendidas pelos consumidores atualmente.

Enfim, por meio de tratamentos, designs mais suaves e trabalho específico, entra-se em um mundo em que as lentes se tornaram de fato personalizadas.

Às vezes, reclama-se que a óptica tornou-se um mercado de commodities. Penso que a tecnologia digital, a comunicação com os consumidores, o feedback dos usuários, a oportunidade de entrar em lojas e observar as novidades proporcionam um conjunto de oportunidades inimaginável há cinco anos.

Um dos trabalhos mais difíceis foi explicar aos consumidores a diferença de uma lente para outra. Hoje, do consultório médico para a distribuição e o varejo, uma lente digital significa que é muito mais fácil entender porque o meu campo de visão é diferente, porque quando eu dirijo é diferente, porque quando eu jogo golfe é diferente de outros esportes. Há muito para dizer e explicar aos consumidores, porque estamos cuidando de seus olhos e porque às vezes eles podem gastar algum dinheiro cuidando de seus olhos.

 

Em função da personalização, existem o potencial e a sabedoria tecnológica para proporcionar grandes soluções ópticas e conquistar o consumidor. Nesse momento, em todo o mercado, percebe-se uma tensão entre o que a internet apresenta em termos de acessibilidade, conveniência e uma grande redução dos custos dos negócios, em oposição aos tradicionais custos das ópticas e à venda de óculos. O que você pensa disso?

Em qualquer época, o público sempre foi capaz de encontrar o que quer. Antigamente, poderia encontrar no mundo físico, hoje pode encontrar no meio digital. A verdade é que é preciso dar ao consumidor o que ele quer. Se um consumidor vem à loja e deseja ter uma certa experiência e está disposto a investir nisso mais do que o valor médio de uma bolsa de marca, pode-se proporcionar isso. Se deseja entrar na internet e achar atalhos, também pode fazer isso. Se quer entrar na internet e encontrar um bom serviço, encontrará. Não há o que temer. Atualmente, muito se fala sobre internet, mas há poucos negócios ali. E a internet é como uma selva: há alguns animais selvagens maravilhosos e algumas criaturas venenosas também.

 

Quais as perspectivas para a internet como canal de vendas? Qual a estratégia da Luxottica para esse segmento?

Para todos, o meio digital é um novo canal, uma nova oportunidade. Mais adiante, entenderemos e saberemos como trabalhar com ela, usá-la, explorá-la, determinando o que queremos e o que tiraremos dela. Ainda se está no estágio da exploração.

Andrea Guerra: “hoje, há quase todas as opções em solares por conta das lentes digitais (…) É um mundo novo de opções. Para as pessoas da minha idade, então, isso representa uma mudança substancial no desempenho esportivo. E, obviamente, com a Ray-Ban e a Oakley no portfólio de marcas da empresa, isso é um foco. A segunda grande mudança são as lentes polarizadas. É preciso entender como essas lentes específicas são compreendidas pelos consumidores atualmente.”

© Divulgação

 

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